A Redação
Goiânia – Um major da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM) foi preso na noite desta quarta-feira (23/10), em Rio Verde, suspeito de estuprar duas adolescentes.
Cristiano Silva de Macena era comandante da Companhia de Patrulhamento Especializado (CPE) em Rio Verde e foi preso em sua casa.
Segundo a própria PM, Cristiano teria abusado de garotas de 11 e 12 anos na última terça (22).
De acordo com informações da PM, o suspeito estava na camionete dele, de cor marrom quando teria praticado o crime. Quando entrou no bairro Vila Verde a placa estava adulterada com fita crepe. No entanto, as imagens de câmeras de circuito de segurança mostram a mesma camionete saindo com a placa verdadeira, já sem a fita.
As investigações apontavam que apenas duas camionetes entraram e saíram do bairro. O veículo está no nome da mulher do PM. Os relatos das adolescentes foram fundamentais para ajudar a esclarecer o caso. Tanto as vítimas, quanto a avó das meninas reconheceram as características do suspeito.
Ainda de acordo com a PM, o major teria usado um tambor para pular o muro da casa das adolescentes. As investigações apontam que ele pode ter premeditado o crime, pois já tinha ido a esta casa no início do ano em uma operação relacionada a carros, onde a tia das vítimas estava envolvida.
As adolescentes contaram que foram levadas dentro do carro para uma casa que tinha poucos móveis.
O PM se mudou para Rio Verde há pouco mais de um ano e já pode ter tido relacionamento com adolescentes de 13 anos em Goiânia, onde morava.
Confira abaixo a nota da PM-GO sobre o caso
NOTA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS
O Comando Geral da Polícia Militar do Estado de Goiás informa que está preso na carceragem da Academia da Polícia Militar, em Goiânia, o Policial Militar suspeito de ter cometido o crime de estupro na cidade de Rio Verde, região sudoeste do Estado. A corporação destaca que está colaborando com as investigações e a denúncia está sendo apurada com mais absoluto rigor. A Polícia Militar do Estado de Goiás reitera o compromisso com a garantia da Segurança Pública da sociedade goiana e não corrobora com nenhuma ação praticada por qualquer integrante da Instituição que esteja em desencontro com a ética, a moral e os limites da lei.