Cleomar Almeida
Fotos: Fábio Pereira de Queiroz
Cerca de 1180 servidores do Judiciário realizaram, na tarde desta quarta-feira (28/9), em Goiânia, uma marcha de dois quilômetros para chamar atenção para greve da categoria, iniciada há oito dias, segundo estimativas da Polícia Militar (PM). A passeata, que durou cerca de quatro horas, saiu do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), no Setor Oeste, seguiu para o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, no Centro, passou pela Assembleia Legislativa, na Alameda dos Buritis, e voltou para a sede do Judiciário no Estado.
Organizado pelo Sindicato dos servidores e Serventuários da Justiça de Goiás (Sindjustiça), o movimento visa forçar um acordo para que a greve chegue ao fim o mais rápido possível, segundo informado. As reivindicações dos servidores incluem reposição salarial de 82,3%, referente a perdas acumuladas de 1992 a 2006, e a criação de planos de cargos e salários.
O presidente do TJ-GO, desembargador Vítor Barboza Lenza, se nega a conceder entrevista sobre o assunto. A assessoria do órgão divulgou que existe a possibilidade de reposição salarial em torno de apenas 6%, índice bem abaixo da reivindicação. Todavia, conforme o sindicato, a proposta oficial deve ser apresentada pelo Judiciário somente na próxima quarta-feira (5/10).
Data base
Apesar da incerteza sobre a reposição salarial, os servidores podem começar a se animar um pouco mais. De acordo com o diretor de comunicação do Sindjustiça, Norval Barbosa, o líder do governo na Assembleia, deputado Helder Valin, disse que até o dia 6 de outubro deve colocar em votação o projeto enviado, em abril, ao Legislativo, para reajuste de 8,08% da data base dos servidores do Judiciário.
Mobilização
Enquanto não houver um acordo para finalizar o movimento de greve, os servidores devem seguir com suas manifestações nos fóruns goianos, informou o Sindjustiça.