São Paulo – O ditador venezuelano Nicolás Maduro comparece pela primeira vez a um tribunal americano nesta segunda-feira, 5. Ele responde às acusações de narcoterrorismo usadas pelo governo Trump para justificar a captura e extradição para Nova York. Eles foram levados de helicóptero para o Tribunal e chegaram ao local por volta das 9h (horário de Brasília).
Imagens divulgadas pela imprensa internacional mostram Maduro de roupa alaranjada, algemado, sendo conduzido para o helicóptero.
Maduro é transferido de helicóptero para Tribunal de Nova York e fará 1ª aparição em juízo. Cilia Flores também passará por audiência de custódia https://t.co/S2Ci1YTeU7 pic.twitter.com/Yh6ov034ul
— Jornal A Redação (@aredacao) January 5, 2026
O procedimento é padrão e deve ocorrer ao meio-dia (14h de Brasília) perante um juiz em Manhattan. Cilia Flores, esposa de Maduro, também passará pela audiência de custódia.
O casal foi capturado durante uma operação militar norte-americana em Caracas no último sábado, 3. Depois disso, eles foram enviados para um presídio na cidade de Nova York.
Maduro é acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos.
Como réu no sistema jurídico dos EUA, ele terá os mesmos direitos que qualquer outra pessoa acusada de um crime, incluindo o direito a julgamento por um júri composto por cidadãos comuns de Nova York.
A expectativa é que a defesa conteste a legalidade da prisão, argumentando que o ditador goza de imunidade judicial por ser chefe de Estado soberano, apesar de os EUA não reconhecem Maduro como chefe de Estado legítimo da Venezuela.
Antes de ser capturado, Maduro e seus aliados alegaram que a hostilidade dos EUA é motivada pela cobiça dos ricos recursos petrolíferos e minerais venezuelanos.
Após a captura, Trump disse que os EUA “governariam” a Venezuela temporariamente, mas o secretário de Estado Marco Rubio afirmou no domingo, 4, que o país não terá poder de governo no dia a dia, além de fazer cumprir a “quarentena do petróleo” já existente. (Agência Estado, com agências internacionais)