(Foto: portal.ptrs.org.br)
São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou, por meio de nota, que tenha conversado com a presidente Dilma Rousseff sobre alterações nas medidas provisórias que restringem a concessão de benefícios trabalhistas.
Conforme mostrou o jornal O Estado de S.Paulo, nesta terça-feira, 24, a petista comunicou o antecessor e dirigentes do PT que está disposta a rever as novas regras. As medidas integram o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
Dilma não detalhou quais pontos seriam alterados, mas a sinalização foi entendida como uma tentativa de reconstruir pontes com antecessor e com o partido, diante da queda de popularidade de seu governo.
"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi comunicado ou conversou com a presidenta Dilma Rousseff sobre alterações nas medidas provisórias 664 e 665", diz a nota. As medidas provisórias restringem, respectivamente, o recebimento da pensão por morte e auxílio-doença, e a concessão do seguro-desemprego, do abono salarial e do seguro-defeso para pescadores artesanais.
Se mantidas como estão, as MPs renderiam uma economia de R$ 18 bilhões ao ano para o governo. As propostas são apontadas pelo PT como o principal motivo de desgaste da presidente neste início de segundo mandato, maior até do que as denúncias de corrupção na Petrobrás reveladas pela Operação Lava Jato. (Agência Estado)