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Lula chega a 15 trocas de ministros no terceiro mandato com saída de Lewandowski. (Foto: Reprodução)

Lula chega a 15 trocas de ministros no terceiro mandato com saída de Lewandowski

Relembre todas as mudanças

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09.01.2026 - 21:22:56

São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a 15 trocas de ministros desde o início deste mandato, em 2023, com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Em média, Lula troca um ministro a cada dois meses e doze dias.

A dificuldade para emplacar projetos como a PEC da Segurança e o chamado PL Antifacção foi um dos motivos que levaram Lewandowski, que entregou uma carta de demissão a Lula nesta quinta-feira (8/1), a deixar o cargo.

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro estava contrariado com a “irracionalidade” das discussões sobre segurança pública, que, na sua avaliação, tendem a piorar neste ano eleitoral. Lewandowski também teve problemas com a Casa Civil, que segurou por meses projetos enviados pelo ministério.

Enquanto Lula não decide o seu novo ministro, o secretário-executivo do MJSP, Manoel Carlos de Almeida Neto, ficará como interino no cargo. Auxiliares do presidente dizem que ele procura um perfil parecido ao de Flávio Dino, antecessor de Lewandowski e hoje ministro do STF. O PT defende o nome do coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, para a Justiça.

Lembre de todas as mudanças de comando nos ministérios de Lula:

Celso Sabino – Gustavo Feliciano (Turismo)

Lula demitiu em dezembro de 2025 o ministro do Turismo, Celso Sabino, após ele ter sido expulso do União Brasil, justamente por desobedecer à ordem para entregar o cargo. O presidente fez o movimento para afagar a ala governista do União Brasil, de olho no apoio à sua candidatura a um novo mandato, em 2026. O União Brasil continua no comando do ministério, já que Gustavo Feliciano assumiu a vaga.

Márcio Macêdo – Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência)

Ex-tesoureiro da campanha petista, em 2022, Márcio Macêdo (PT) foi “fritado” durante meses pelos próprios correligionários. O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) assumiu a Secretaria-Geral da Presidência e passou a cuidar da interlocução do Palácio do Planalto com os movimentos sociais. A entrada dele foi uma guinada do governo à esquerda, após o rompimento com uma parte do Centrão. A ideia era reaproximar o Planalto de setores da sociedade que têm se afastado do PT e da esquerda.

Cida Gonçalves – Márcia Lopes (Mulheres)

Lula demitiu a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves em maio de 2025. Como revelou o Estadão, Cida foi alvo de denúncias formais feitas por ex-servidoras da pasta por suposta prática de assédio moral e xenofobia no ministério. Para seu lugar entrou a ex-ministra do Desenvolvimento Social Márcia Lopes.

Carlos Lupi – Wolney Queiroz (Previdência Social)

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT) deixou o cargo em maio de 2025 após ser pressionado por uma série de denúncias de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A crise foi deflagrada com a revelação do esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, investigado pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Wolney Queiroz, que era o número 2 da pasta, assumiu o cargo.

Juscelino Filho – Frederico Siqueira Filho (Comunicações)

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, entregou sua carta de demissão em abril de 2025 após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob acusação de desvio de emendas parlamentares. O caso foi revelado pelo Estadão em 2023. Frederico de Siqueira Filho assumiu a pasta após o deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA) ter rejeitado o convite.

Alexandre Padilha – Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais)

A deputada licenciada Gleisi Hoffmann (PT) assumiu em fevereiro de 2025 como ministra da Secretaria de Relações Institucionais, após Alexandre Padilha assumir o Ministério da Saúde.

Nísia Trindade – Alexandre Padilha (Saúde)

Lula demitiu em fevereiro de 2025 a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Ela passou semanas sendo “fritada” no cargo antes de ser demitida. O presidente queria um perfil mais político no ministério, pressionado pela queda de popularidade, então escolheu o então ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT). Nísia foi a terceira mulher a deixar a Esplanada, o que, naquele momento, deixou a equipe com apenas nove mulheres em 38 ministérios.

Paulo Pimenta – Sidônio Palmeira (Secom)

O publicitário Sidônio Palmeira, que comandou a campanha de Lula em 2022, assumiu a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) em janeiro de 2025, no lugar de Paulo Pimenta (PT). Sidônio assumiu a pasta para reformular a comunicação do governo e tentar deixar a gestão do petista mais popular visando à eleição de 2026.

Silvio Almeida – Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania)

Silvio Almeida foi demitido do cargo de ministro dos Direitos Humanos e Cidadania em setembro de 2024 após virem à tona denúncias de assédio sexual feitas à ONG Me Too Brasil. A deputada estadual licenciada do PT de Minas Gerais Macaé Evaristo tomou posse do cargo.

Flávio Dino – Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública)

Lewandowski foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública em janeiro de 2024 após Flávio Dino ser indicado para uma vaga no STF, em novembro de 2023.

Ana Moser – André Fufuca (Esportes)

A ex-jogadora de vôlei Ana Moser, medalhista olímpica em Atlanta-1996, deixou o Ministério dos Esportes em setembro de 2023 após um acordo entre Lula e o Centrão, que entregaram a pasta para André Fufuca (PP-MA).

Márcio França – Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos)

O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) assumiu o ministério de Portos e Aeroportos em setembro de 2023 no lugar de Márcio França. O vice-governador de São Paulo na última gestão de Geraldo Alckmin (2015-2018) foi remanejado para o Ministério do Empreendedorismo, Cooperativismo e Economia Criativa, criado na gestão do petista.

Daniela Carneiro – Celso Sabino (Turismo)

Lula trocou Daniela Carneiro por Celso Sabino no Ministério do Turismo após pressão do Centrão por mais espaço na atual gestão em troca de apoio a projetos no Congresso.

General Gonçalves Dias – General Amaro (Gabinete de Segurança Institucional)

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, foi o primeiro ministro a deixar o cargo na gestão Lula, em abril de 2023. Ele pediu demissão após aparecer em imagens do circuito interno de TV do Palácio do Planalto sem confrontar invasores que depredaram o prédio nos ataques golpistas de 8 de janeiro. O general Marcos Antônio Amaro dos Santos assumiu o cargo em maio. (Agência Estado)

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por Agência Estado

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