João Unes e Caroline Louise
Goiânia – "O panorama do mercado de trabalho é extremamente positivo. Estamos gerando muitos empregos, a economia está funcionando bem, o BNDES tem atuado com força, os bancos públicos também estão fazendo seu papel, o crédito está fluindo, enfim, o cenário é favorável. Mas temos um problema sério, que é a rotatividade imensa, impulsionada principalmente pela baixa remuneração nos salários de entrada", afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em entrevista ao jornal A Redação, nesta quinta-feira (3/7), durante agenda em Goiânia. Segundo ele, o problema precisa ser enfrentado com ações conjuntas entre governo e iniciativa privada.
"Em maio, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), foram gerados 149 mil empregos formais no Brasil, mais de 80% ocupados por jovens de até 24 anos. Isso desmonta o mito de que o jovem não quer trabalhar. Ele quer, sim, mas quer respeito e remuneração justa”, reforçou Marinho. Para ele, o desafio está em criar vínculos mais duradouros e melhorar a captação e compatibilização de vagas com o perfil dos trabalhadores.
"O jovem não quer um emprego restrito, ficar ali oito horas com o chefe na orelha, às vezes um chefe chato, e ganhando pouco. O que ele busca é uma compensação justa, reconhecimento. E isso não é só o jovem, todo trabalhador quer ser valorizado e respeitado no mercado de trabalho", finalizou o ministro.
Confira a entrevista:
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