Adriana Marinelli e Roberta Rodrigues
Goiânia – A Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Goiás (OAB-GO) está acompanhando o caso envolvendo o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus. Ele é acusado de abuso sexual por mais de 300 mulheres. Em entrevista exclusiva ao jornal A Redação na tarde desta segunda-feira (17/12), o presidente Lúcio Flávio analisou o caso e fez um alerta. “Tudo deve ser conduzido com muito cuidado para que uma histeria momentânea não se converta num julgamento sumário”, avaliou.
Lúcio destacou o processo até o momento e informou que a Ordem tem atuado como “observadora”. “Isso porque a instituição responsável pela investiagação, que é a polícia, está fazendo seu trabalho. A instituição responsável pela acusação, que é o Ministério Público, também está trabalhando. E o Judiciário está julgando”, enfatizou.
O presidente da OAB-GO citou a grande repercussão das denúncias envolvendo o médium e fez uma observação em relação aos rumos que o caso pode tomar. “O trabalho tem que ser feito para que nenhum crime que potencialmente tenha sido cometido fique impude. Mas também há a preocupação para que não sejam atropelados direitos fundamentais, como o devido processo legal, ampla defesa e a presunção da inocência”.