A Redação
Goiânia – "A secretária [da Economia] foi infeliz quando falou que nós temos a responsabilidade escolher entre construir a obra [a nova sede da Assembleia] ou pagar a folha de dezembro, ter o duodécimo integral ou pagar a folha de dezembro". Foi o que afirmou o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira, nesta sexta-feira (31/5), sobre uma declaração da secretária da Economia, Cristiane Schmidt. Para Lissauer, a gestão estadual "não deve misturar as coisas".
"O problema da folha de dezembro é do Executivo. Já o duodécimo é lei federal. Se a secretária acha que não temos que receber o duodécimo, ela tem que ir ao Congresso e aprovar emenda constitucional. É fácil: só depende de convencer os 513 deputados, os 81 senadores e depois vir aqui com uma nova lei. Aí nos vamos aceitar", disparou Lissauer.
De acordo com ele, a Assembleia está aberta ao diálogo, mas não abre mão do repasse integral do duodécimo. Lissauer sublinhou que a Assembleia é parceira do governo e tem aprovado suplementações orçamentárias. "Aprovamos em tempo recorde os ajustes para pagar a folha da Educação. Quando chegam projetos, como chegou o da Reforma Administrativa, nós trabalhamos dentro de uma linha de diálogo para aprovar reforma que, segundo o governo, vai trazer uma economia de R$ 500 milhões. Isso aí nós temos feito, mas o que é nosso, é nosso, e o que é lei, é lei e tem que ser cumprida. Só isso".