A Redação
Goiânia – Depois de 25 anos sem lançar material inédito, a Linguachula voltou com o novo álbum, Som de Quebrada para quem quer se Divertir. O trabalho sai agora pela goiana Monstro Discos e já está disponível em todas as plataformas digitais.
Gravado de forma lo-fi, totalmente analógico e com todas as limitações que um Porta Studio de quatro canais pode oferecer, o trabalho apresenta 11 faixas inéditas produzidas por Artie Oliveira e com pós produção de Mauricio Cajueiro. As músicas gravadas ao vivo em apenas um take, sem edição, registram com espontaneidade as composições na sua mais pura essência.
Rock pulsante com groove marcante e uma forte personalidade poética estão presentes no novo trabalho da Linguachula. Com letras em português, as referências transitam pela literatura, como Augusto dos Anjos, Hilda Hilst e Bukowiski, passam pelo universo da cultura popular e se consolidam num contexto urbano onde dialogam com outros estilos musicais. Três músicas do disco já ganharam videoclipes no YouTube: São Bento, Vale das Sombras e Clube de Dança.
Rock e artes plásticas
O disco marca também a união da música e das artes plásticas numa estética rock´n´roll e underground que surgiu através do encontro da banda com o artista plástico Fábio de Bittencourt. O projeto, que começou há um ano, sofreu uma interrupção, com a morte prematura de Fábio de Bittencourt em agosto de 2019, de parada cardíaca.
Com isso, esse lançamento ganha agora status de homenagem a este talentoso artista. Natural da capital de São Paulo, Fábio se mudou para Campinas em meados dos anos 80, onde desenvolveu praticamente todo seu trabalho, como performer, desenhista, professor, pintor e escultor, que também se utilizava da gravura como forma de expressão artística.
Além de ter colaborado na concepção estética da banda, Fabio de Bittencourt é autor da capa do disco, com a abra: Biskulla, uma pintura que retrata a paixão de ambos pelo rock urbano, noturno e underground.