José Abrão
Goiânia – O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, e a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do governo de Goiás, Andréa Vulcanis, entregaram nesta quinta-feira (19/3) a licença ambiental do Aterro Sanitário de Aparecida de Goiânia. Com o documento, o local se tornou o maior aterro sanitário dos cinco que são licenciados no Estado de Goiás, atendendo uma população de mais de 600 mil habitantes.
Diariamente, o aterro recebe cerca de 500 toneladas de lixo doméstica e processa mais de 300 metros cúbicos de chorume até os níveis aceitáveis do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Além disso, todo o gás metano produzido é queimado, virando CO2, cerca de 20 vezes menos poluente. O custo mensal de operação do aterro é de R$ 2,5 milhões.
Essa nova realidade foi conquistada a duras penas após mais de um ano de adequações. Segundo o prefeito e a secretária, quando a nova gestão assumiu, o município tinha um lixão que estava prestes a ser embargado. Foi necessário o cumprimento de mais de 80 condições e de um investimento de cerca de R$ 30 milhões para conquistar a licença ambiental e deixar o aterro adequadamente operacional novamente.

“Nós recebemos a cidade em um completo estado de abandono e o aterro também estava abandonado. Com o compromisso, com trabalho e dedicação, conseguimos cumprir todo o regramento necessário. Isso aqui se traduz em saúde pública, bem-estar, economia para a gestão pública”, disse o prefeito Leandro Vilela. “Esse trabalho mostra ao que viemos: para trazer resultados que se traduzam na melhoria da qualidade de vida da população aparecidense”, completou.
“É um volume extraordinário de resíduos e que deve ser muito bem protegido. Foi feito um trabalho importantíssimo ao longo desse ano. Posso assegurar para vocês que obter uma licença ambiental no âmbito da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) é algo rigoroso e tecnicamente sofisticado. Cada ponto de um aterro sanitário é avaliado e trabalho feito pelo prefeito Leandro Vilela e sua equipe foi de excelência”, declarou a secretária Andréa Vulcanis. “Sabemos que os investimentos são altos, mas pensar em saneamento básico é pensar em dignidade para as pessoas. Aparecida agora é exemplo para Goiás e para o Brasil de como se faz gestão pública ambiental com eficiência”, concluiu.
Para mostrar a segurança e a qualidade do trabalho realizado, o prefeito e a secretária atenderam a imprensa em cima do próprio aterro, a cerca de 100 metros do atual local de operação, apresentando a ausência de resíduos, de urubus, de moscas e até mesmo o controle do odor.
Preservação ambiental
O secretário de Desenvolvimento Urbano de Aparecida, Wagner Siqueira, destacou como a operação do aterro sanitário é complexa: “em um lixão você só despeja o lixo; no aterro controlado você só cobre o lixo com terra para evitar os urubus e outros animais. No aterro sanitário, embaixo dessa montanha há um polímero grosso, todas essas chaminés são drenos. O chorume é todo encanado e levado para as piscinas de tratamento de chorume e todo o gás sobe e é queimado por essas chaminés”.
Com as adequações, ele explicou, o aterro sanitário impede a contaminação do lençol freático e, com as chaminés, polui cerca de 20 vezes menos a atmosfera do que os gases metanos do lixão. Após o tratamento, a água tratada do chorume pode ter aplicação, como na irrigação.

E há possibilidades de mais melhorias: a prefeitura trabalha agora para licenciar e aprovar a expansão do aterro e a Semad está atuando para fazer a avaliação técnica dos aterros e regiões do Estado que podem vir a fazer aproveitamento energético por meio do gás dos resíduos. “Estamos fazendo estudos para ver onde é viável economicamente fazer essa implantação. É o nosso objetivo eliminar os lixões no Estado e estabelecer um tratamento e destinação final adequada dos resíduos”, afirmou o superintendente de Licenciamento Ambiental da Semad, Ialdo Oroque.
