José Abrão
Goiânia – Em meio à festa de comemoração do seu aniversário de 66 anos, o empresário Leonardo Rizzo conversou com exclusividade com o jornal A Redação sobre um projeto ambicioso: sua candidatura ao Senado Federal pelo partido Novo, cuja campanha será feita “com os recursos próprios dentro das minhas possibilidades e com doações. Vou fazer pedidos para fazer uma campanha mais robusta”.
Rizzo fez críticas veementes ao fundo eleitoral e ao fundo partidário, especialmente neste pleito, em que os recursos superam R$ 5 bilhões. “Eu particularmente acho que não há como se falar em verba partidária e nem fundo eleitoral. Como podemos falar em fazer política com dinheiro público quando há 33 milhões de brasileiros passando fome? Tenho uma indignação muito grande com isso”, diz. “Antes de qualquer coisa nesse sentido, é preciso que se ajuste as contas no Brasil. Quando formos um país ajustado e que gera confiança para investimentos, aí poderíamos discutir este modelo, mas não de uma forma agressiva como essa”.
Essa questão teve uma grande influência para que Rizzo optasse pelo Novo, único partido a abrir mão de ambos os recursos. “O Novo defende fazer campanha com recursos próprios e dá pra fazer uma campanha bonita, dá pra mostrar nossas ideias e a que viemos. Não tem a visibilidade que outros partidos, mas de certa forma acho que o povo vai saber distinguir muito bem isso”, garante.

Pela frente, o empresário precisará superar adversários bastante conhecidos do eleitor goiano, como o deputado João Campos (Republicanos) ou o Delegado Waldir (UB). “Eu sou o único fato novo nessas eleições”, brinca, e diz que essa é a sua vantagem: “ao contrário da nossa candidatura, os outros candidatos são como os demais, são conhecidos. [Nós temos] uma campanha independente que vai lutar por nossos direitos, pela liberdade de empreender, pela liberdade de imprensa e por uma educação básica fortíssima”.
Educação, empreendedorismo, preservação do meio ambiente, segurança e habitação são os cinco eixos da campanha de Rizzo, cuja cartilha deve ser divulgada em breve. “São temas que considero fundamentais. Todos sabem que tenho um carinho muito especial pela cultura e pelo meio ambiente, duas áreas que não dão voto (risos). Quero provar que dão voto sim: pessoas esclarecidas podem apoiar nosso propósito”, promete.

(Foto: Hely Júnior)
Sobre o ensino, ele fez questão de salientar a importância de fortalecer o aprendizado da juventude. “Muitas crianças dessa geração chegaram aos 10 anos sem saber ler e escrever adequadamente. Precisamos tomar um cuidado especial agora para cuidar das futuras gerações e dar um basta nisso. Através de uma educação forte, podemos fazer diferença”, avalia.
Para além deste sonho e deste projeto, fica a questão: tendo uma longa carreira de sucesso e atuação forte na cultura e no meio ambiente através do Instituto Rizzo, por que embarcar nesta jornada agora, aos 66 anos? “Estou com uma indignação muito grande. Acho que tenho pela frente oito anos muito férteis na vida, com disposição física e intelectual de enfrentar os problemas que considero emergenciais para o País e as reformas que o Brasil precisa para que possamos ter um Brasil pujante”, finaliza.