Jales Naves
Especial para A Redação
Goiânia – O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, no contexto das homenagens pelos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902–1976), realiza desta quarta-feira, dia 19, a sexta-feira, dia 21, o Simpósio Temático “Juscelino Kubitschek: 50 anos de ausência (1976-2026) – Projeto político, modernidade e construção da memória”. As atividades terão início às 19h, com a palestra magna do professor doutor Marcelo Cedro, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, sobre “De BH a Brasília: a Modernidade Periférica no Projeto Político-Cultural de JK”; e coquetel. Será na sede do Instituto, à Rua dos Guajajaras, 1.268, bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte.
Dentre os palestrantes desta quinta-feira, dia 20, às 15h, a doutora e mestra em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília, Lenora de Castro Barbo, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, que falará sobre “Da Constituinte de 46 ao Cerrado: a Coragem Política e o Desenho Urbano na Inflexão de Kubitschek”. O IHGG estará presente no evento, também, por sua sócia correspondente, professora Márcia Santos, da Universidade Federal de Minas Gerais.
O Simpósio vai reunir pesquisas que examinam o projeto político juscelinista, suas práticas de governo, suas estratégias de conciliação política e suas relações com Minas Gerais, Belo Horizonte e Brasília; e discutir os efeitos do golpe civil-militar de 1964 sobre sua trajetória, incluindo a cassação de direitos políticos, o exílio e a posterior reelaboração de sua imagem pública. A iniciativa quer incentivar a análise da construção da memória de JK desde sua cidade natal, Diamantina, até Brasília, destacando as interações com artistas, intelectuais e a imprensa, e a formação de um imaginário público que o transformou em referência simbólica duradoura; e fomentar o diálogo entre diferentes campos do conhecimento, contribuindo para o aprofundamento dos estudos sobre projeto político, modernidade e construção da memória.
Palestrante
Goiana de Jaraguá, a arquiteta Lenora de Castro Barbo, doutora e mestra pela UnB, é especialista em Reabilitação Ambiental Sustentável Arquitetônica e Urbanística pelo LaSus – UnB e graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Foi distinguida com Menção Honrosa no II Prêmio José Aparecido de Oliveira, concedido pela Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, pela monografia sobre as estradas coloniais do Planalto Central (2009); e no âmbito do Prêmio ANPARQ 2010 – dissertação, pelo trabalho “Preexistências de Brasília: reconstruir o território para construir a memória”. Recebeu o Diploma de Destaque Cultural do Prêmio Jaburu (2019), concedido pelo Conselho Estadual de Cultura de Goiás, pela execução do Projeto “200 anos de Saint-Hilaire em Goiás”.
Após ter trabalhado na iniciativa privada e no Poder Executivo, ingressou no Poder Legislativo, por meio de concurso público, onde exerceu o cargo de Consultor Legislativo da Câmara Legislativa do Distrito Federal, na área de Desenvolvimento Urbano, Rural e Meio Ambiente. Tem experiência docente em Arquitetura e Urbanismo. Participa de grupos de pesquisa reconhecidos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Dedica-se, no momento, aos seguintes temas: cartografia histórica; viajantes e naturalistas; patrimônio cultural e memória; história regional; arquitetura vernacular; Brasília; e Goiás. É sócia titular do Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis para os Povos do Cerrado (Patrono: José Mendonça Teles); sócia-fundadora do Instituto Histórico e Geográfico do Tocantins (Patrono: Thomaz de Souza Villa Real); sócia acadêmica titular e diretora do Centro de Documentação do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (Patrono: Auguste Glaziou).
