São Paulo – Os pilotos da Fórmula 1 realizaram o último período de testes, no Bahrein, antes do início da temporada de 2026. Charles Leclerc, da Ferrari, falou qual ele acredita que será a principal dificuldade que os competidores irão enfrentar na nova disputa. “Nas poucas situações em que me vi tentando ultrapassar, foi muito difícil. Então, imagino que será um grande desafio este ano”, revelou o monegasco de 28 anos.
O sistema do DRS, responsável por tornar viável as ultrapassagens nas corridas até 2025, foi abolido para a nova temporada. Agora, os veículos possuem o botão do Modo de Ultrapassagem, que fornece um ganho de potência nos motores.
Quando acionado, o carro recebe uma maior potência através da recuperação de energia realizada pelos próprios pilotos, por meio de técnicas de pilotagem. Assim como na época do DRS, o botão só poderá ser acionado em determinados pontos da pista e quando a distância para o veículo da frente ser de, no mínimo, um segundo.
“Não quero tirar conclusões precipitadas porque ele precisa ser ajustado, otimizado. Mas, até agora, parece difícil ultrapassar. Essa é minha primeira impressão, mas espero que fique mais fácil”, analisou Esteban Ocon, piloto da Haas.
Oscas Piastri, da McLaren, e George Russell, da Mercedes, adotaram tons mais comedidos ao falar da mudança na maneira de realizar as ultrapassagens. “As ultrapassagens certamente serão diferentes. O DRS era uma vantagem pura que você usava para ganhar, enquanto agora, você precisa coletar essa energia extra de alguma forma e depois utilizá-la – o que, com algumas das regras em vigor, nem sempre é tão simples assim. Também tenho certeza que os fabricantes farão alguma otimização para tornar as ultrapassagens o mais fáceis possível”, disse Piastri.
“Cada pista será diferente e, portanto, a forma como você usa sua energia será muito diferente. Circuitos como Barcelona têm apenas uma reta e é bastante rico em energia. Por outro lado, onde há várias retas seguidas, não é possível usar toda essa energia em uma única reta, então você pode ver estratégias diferentes. É empolgante. O tempo dirá”, avaliou Russell.
A F-1 retorna às pistas no dia 8 de março, com a primeira corrida do ano em Melbourne, válida pelo GP da Austrália. Entre os atuais integrantes do grid, o britânico Lewis Hamilton é o único com duas vitórias no circuito, conquistadas em 2008 e 2015. (Agência Estado)
