Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – Secretário de Cultura do Estado e do Município de Goiânia em sete ocasiões e deputado estadual na 12ª Legislatura (1991/1995), pelo Partido da Social Democracia Brasileira, o escritor Kleber Branquinho Adorno terá dois momentos na próxima sexta-feira, dia 17, a partir das 9h, no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. No primeiro, será homenageado com a abertura da Exposição Vida e Obra, na Casa Rosada de Goiânia, e, na sequência, fará palestra sobre “Criação de espaços de cultura e implantação de políticas culturais em Goiás”.
Advogado e piloto civil, é graduado em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia (1973/1977), mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás e doutor pela Universidade Autônoma de Assunção. No Doutorado em Ciências da Educação (2018/2022) apresentou tese com o título “A aprendizagem das artes como fator de desenvolvimento humano, formação e integração social”, orientado pelo professor Luís Ortiz Jimenes; e no Mestrado defendeu dissertação com o título “Uma visão integral dos direitos humanos no Brasil no fim do Século XX” (1998/1999), com orientação do professor doutor Joel Pimentel Ulhôa.
Goianiense, de 1953, foi Chefe da Assessoria Jurídica e Assessor Especial da Secretaria da Educação, Presidente da Seção de Goiás da União Brasileira de Escritores, e é Professor e Coordenador do Curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Ciências Humanas, de Goiânia.
É autor, dentre outros, dos livros “Procissão prá santo frouxo e outros contos do mesmo feitio”, “Avanço I” (poemas), “Da anatomia do silêncio ou a geografia da prece” (poemas), “Sinfonia do Só”, poemas, de 1984, e “Secreta seiva”, 1992.
A curadoria da mostra é do historiador Nilson Jaime.
Espaços culturais
Kleber Adorno foi o mais longevo gestor cultural de Goiás, responsável pela implantação de dezenas de espaços culturais e políticas de cultura durante os governos de Henrique Santillo, Darci Accorsi, Iris Rezende, Paulo Garcia e Maguito Vilela.
Dentre os espaços culturais criados, alguns há 40 anos e a maioria ainda existentes, estão seis centros culturais – CC Marieta Telles Machado, CC Gustav Ritter, CC Martim Cererê, CC Octo Marques, CC Goiânia Ouro e CC Casa de Vidro; o Sistema Estadual de Museus e cinco unidades: Museu Pedro Ludovico, Museu de Arte Contemporânea de Goiás, Museu da Imagem e do Som, Museu Ferroviário de Pires do Rio e Museu Confaloni (Estação Ferroviária); e o Cine Cultura, em Goiânia, o Cine Teatro São Joaquim, na Cidade de Goiás (recriação) e o Cine Goiânia Ouro, igualmente na Capital.
Quanto a orquestras, coros e escolas artísticas, criou a Orquestra Filarmônica de Goiás (Estadual), a Orquestra Sinfônica de Goiânia (Municipal), a Orquestra Jovem Joaquim Jayme (Municipal), o Coral do Estado de Goiás, o Coro Sinfônico de Goiânia, a Escola de Música do Estado, a Escola de Dança do Estado e a Rede de Núcleos Musicais de Goiânia. Igualmente, criou bibliotecas, arquivos públicos e organismos de gestão cultural: Arquivo Histórico Estadual, Sistema Estadual de Arquivos, Sistema Estadual de Bibliotecas, Fórum Estadual de Cultura e Fundo Estadual de Cultura.
Dentre as ações especiais, o Projeto Galeria Aberta (Arte urbana), Coleção Alma de Goiás (Obra completa de Bernardo Élis), Coleção Goiânia em Prosa e Verso (Publicação de livros de autores goianos), Grande Hotel Vive o Choro, Festcine – Festival de Cinema Brasileiro em Goiânia, Goiânia Canto de Ouro – Maior festival contínuo de MPB do Brasil, Projeto Grito de Alerta – campanha nacional de combate à discriminação em razão do Césio 137, Feira da Lua, Semana Regional de Integração Cultural; e participação de mais de 50 artistas, de todas as linguagens, em Dijon, na França, como parte do projeto de circulação da produção artística dos goianos.
Artigos que publicou: “Não há céu sem tempestade”, na Revista da Academia Goiana de Letras, v. 36, p. 27-29, 2022; “A arte e a obra de arte: origens e representações”, na Revista Anhanguera, v. 2, p. 114, 2020; e “Por que escrevo”, in Italo Campos. (Org.), “Por que escrevo”, 1ed. Goiânia: Kelps, 2019, v. 1, p. 105-112. Outras produções, para rádio ou tv, entrevista: “TBC Memória destaca o Martim Cererê”, 2022; “Horário Nobre com Juquinha”, 2021; e “Entrevista Selfie 38”, 2020.
