Cleomar Almeida
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou, nesta quinta-feira (29/9), a soltura de três dos 19 policiais militares suspeitos de integrar um grupo de extermínio em Goiás. O subtenente Fritz Agapito Figueiredo, o soldado Alex Sandro Souza Santos e o cabo Cláudio Henrique Camargos deixaram o Centro de Custódia da Academia da Polícia Militar (PM), no Setor Leste Universitário, por volta das 19h20. Eles foram presos durante a Operação Sexto Mandamento, da Polícia Federal, em 15 de fevereiro.
A Justiça entendeu que houve excesso de prazo para manutenção da prisão preventiva dos policiais. O alavará de soltura foi expedido pela 1ª Câmara Criminal. De acordo com o advogado Pedro Paulo Guerra Medeiros, responsável pela defesa do subtenente, os policiais foram soltos porque o Estado não concluiu a instrução, que deveria ser feita em 90 dias, nem divulgou previsão de término para isso.
Na última quinta-feira (22/9), o TJ-GO teve o mesmo entendimento sobre o caso, favorecendo a soltura do tenente Victor Jorge Fernandes. Ele chegou a ser solto por determinação da Justiça estadual em 30 de março. Na época, segundo a decisão, não havia provas suficientes para comprovar o envolvimento do policial na execução dos crimes. Depois, todavia, um novo mandado de prisão foi cumprido contra o tenente.
Segundo o comandante da Academia da PM, coronel Júlio Cesar Motta, restam apenas nove policias presos, por suposto envolvimento no grupo de extermínio, responsável por mais de 50 assassinatos ocorridos em uma década no Estado.