Adriana Marinelli
Goiânia – A Justiça de Goiás arquivou a ação do Ministério Público (MP-GO) contra o padre Robson de Oliveira, investigado por supostos desvios de recursos doados por fiéis à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). A decisão é do desembargador Nicomedes Domingos Borges, que foi acompanhado por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás.
Em nota, a A Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) disse que continuará o trabalho de auditoria, reforma administrativa, implantação de governança e demais ações que estão em andamento na associação. "Tais medidas são fundamentais para o renascer da Nova Afipe e para que a entidade possa continuar cumprindo com sua principal missão que é evangelizar e manter suas ações sociais, a obra da nova Basílica em Trindade e a TV Pai Eterno", diz o texto.
"Sendo, o mais importante, a confiança do devoto do Pai Eterno nas ações da entidade e na transparência que a atual gestão defende e trabalha", completa a nota.
Chamada de Vendilhões, a operação contra padre Robson de Oliveira foi deflagrada pelo Ministério Público de Goiás em agosto deste ano. Os promotores investigavam se cerca de R$ 120 milhões doados por fiéis foram desviados da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), em Trindade.
De acordo com a denúncia, o dinheiro pode ter sido usado para sustentar uma vida de luxo a padre Robson e pessoas ligadas a ele. O recurso, segundo o MP, pode ter sido usado para compras de bens, entre eles uma fazenda de R$ 6 milhões em Abadiânia, e uma casa de praia avaliada em R$ 3 milhões, em Guarajuba (BA).
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