A Redação
Goiânia
– A Corte do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás acatou, em votação na tarde desta quarta-feira (12), recurso interposto pela defesa do deputado Daniel Messac (PTB) e decidiu pela soltura do parlamentar goiano.
O relator, desembargador João Waldeck Félix de Sousa, foi o único que votou pela manutenção da prisão preventiva. O deputado foi preso na última sexta-feira (7), durante a Operação Embaraço, acusado de ter sido o mandante na intimidação de uma testemunha da Operação Poltergeist, realizada em 2014 para apurar contratação de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.
O Ministério Público apurou que parte dos salários destes servidores era repassada para a uma organização criminosa.
Documentos apreendidos em novembro deste ano, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa de Messac, levaram o MP a concluir que existe ligação do deputado com o policial federal afastado Anderson Luís Coelho e o pastor Vagno Sebastião Fernandes de Miranda.
O Ministério Público aponta a dupla como responsável pela coação à testemunha da Poltergeist. A soltura de Anderson também foi determinada em votação do TJ desta quarta (12). Vagno está em liberdade desde o último sábado (8), após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).