A Redação
Goiânia – Está previsto para os dias 1º e 2 de outubro o júri popular dos três acusados de matar o advogado Davi Sebba, em Goiânia. São acusados pelo crime Jonathas Atenevir Jordão, ex-policial militar de Goiás; Edinailton Pereira de Souza, tenente da Polícia Militar; e Luiz Frederico de Oliveira, sargento da PM. Segundo a acusação, os três são responsáveis pela morte do advogado, registrada em julho de 2012, no estacionamento de um supermercado na Avenida T-9.
Com a proximidade do julgamento, familiares e amigos de Davi Sebba se mobilizam nas redes sociais com o objetivo de pedir justiça. Uma página foi criada para reunir a mobilização relacionada ao caso.
Para o dia do julgamento, familiares e amigos do advogado assassinado se organizam para um ato de cobrança e mobilização na porta do Tribunal do Júri de Goiânia (Avenida Olinda, nº 722 – Bairro Park Lozandes — Próximo ao Paço Municipal), às 7h30, antes do início da sessão.
Entenda o caso
Davi Sebba foi morto com um tiro no peito no dia 5 de julho de 2012, no estacionamento de um supermercado localizado na Avenida T-9, em Goiânia. Na ocasião, a esposa do advogado estava internada para dar à luz ao filho do casal. Davi havia ido ao estabelecimento para comprar fraldas para a criança que estava prestes a nascer.
À época do crime, Davi Sebba era investigado em uma operação de tráfico internacional de drogas. A família, no entanto, sempre negou qualquer ligação do advogado com o crime.
Familiares também afirmam que a cena do crime foi alterada. Segundo eles, não teria sido encontrado vestígio de pólvora nos dedos de Davi, o que, na avaliação da família, indicaria que o advogado não teria realizado qualquer ataque antes de ser assassinado.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos acusados.
