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Juíza impede Trump de implementar exigência de comprovação de cidadania para votar. (Foto: Reprodução)

Juíza impede Trump de implementar exigência de comprovação de cidadania para votar

Decisão foi de Denise Casper, do Tribunal Distrital em Boston

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24.06.2026 - 19:51:36

São Paulo – Nesta quarta-feira (24/6), uma juíza federal proibiu definitivamente o governo dos Estados Unidos, comandado pelo presidente Donald Trump, de implementar a maior parte de seu primeiro decreto presidencial sobre eleições, cuja parte visava exigir que as pessoas apresentassem comprovante de cidadania ao se registrarem para votar.

A decisão da juíza Denise Casper, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Boston, transforma efetivamente uma liminar que ela havia concedido há um ano – na qual bloqueou temporariamente muitas das tentativas de Trump de reformular o sistema eleitoral – em uma proibição definitiva.

Em uma aparente reconhecimento da dificuldade de implementar a exigência de comprovação de cidadania por meio de decreto presidencial, Trump está trabalhando pela aprovação de uma legislação no Congresso, controlado pelos republicanos, para fazer isso. A Lei Save America foi aprovada pela Câmara, mas está paralisada no Senado.

Projeto de lei bipartidário sobre habitação

Durante a manhã, o presidente americano cancelou abruptamente a esperada assinatura de um projeto de lei bipartidário sobre habitação, afirmando que não assinará nenhuma legislação até que o Congresso aprove sua exigência de comprovação de cidadania para votar.

Casper rejeitou o argumento do governo de que a ação judicial movida pelos procuradores-gerais estaduais democratas para bloquear as mudanças era prematura, pois as regras ainda não haviam sido implementadas. Em vez disso, ela concordou que a Constituição confere aos estados e ao Congresso a autoridade para regulamentar as eleições e que as exigências de Trump violavam a separação de poderes. A Constituição “não concede ao presidente nenhum poder específico sobre as eleições”, escreveu ela.

Entre outras mudanças propostas, a ordem de Trump exigiria que as pessoas apresentassem comprovante de cidadania ao se registrarem para votar; impediria a contagem de votos por correspondência que chegassem após o dia da eleição, mesmo que tivessem carimbo postal com data anterior a essa data; e puniria os estados que não cumprissem a ordem com a retenção de certos recursos federais.

“Controle de nossas eleições”

Em comunicado, a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, disse estar grata pelo fato de o tribunal ter bloqueado a “tentativa inconstitucional de Trump de assumir o controle de nossas eleições” e afirmou que continuaria a defender os direitos eleitorais nas eleições de meio de mandato deste ano. “Gerações de americanos lutaram incansavelmente pelo direito ao voto, e honramos seu legado protegendo esse direito contra qualquer um que tente prejudicá-lo”, afirmou ela.

Solicitações de comentários enviadas pela agência de notícias Associated Press à Casa Branca e ao Departamento de Justiça não foram respondidas imediatamente.

Essa foi a mais recente de uma série de decisões contra o decreto presidencial sobre eleições que Trump assinou poucos meses após assumir o cargo para seu segundo mandato. Desde então, ele assinou outro decreto sobre eleições, buscando criar um cadastro eleitoral nacional e limitar o voto por correspondência – essa diretiva também enfrenta várias contestações judiciais.

Relembre

No fim de 2025, um juiz federal em Washington, D.C., responsável por julgar uma ação separada contra a primeira ordem executiva eleitoral, movida por grupos de direitos civis e alinhados ao Partido Democrata, impediu o governo de tomar medidas para incluir a exigência de comprovação de cidadania no formulário federal de registro eleitoral. Posteriormente, esse juiz proibiu o Secretário de Defesa de exigir comprovação documental de cidadania quando militares se registram para votar ou solicitam cédulas eleitorais.

O presidente e muitos de seus aliados republicanos vêm promovendo a narrativa de que o voto de não cidadãos é um grande problema, quando, na verdade, é bastante raro. O formulário federal de registro eleitoral já exige que as pessoas atestem que são cidadãos dos EUA, e violar essa exigência é punível como crime grave, podendo levar à prisão ou à deportação.

Em outro importante caso relacionado ao voto, a Suprema Corte dos EUA deve emitir em breve um parecer sobre se as cédulas enviadas pelo correio devem chegar até o dia da eleição. Isso poderia alterar imediatamente as regras em 14 estados que permitem prazos de tolerância que variam de dias a semanas, desde que as cédulas tenham carimbo postal com data até o dia da eleição. (Agência Estado)

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por Agência Estado

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