Jales Naves
Especial para o AR
Goiânia – A convite da Universidade UPIS, de Brasília, o jornalista goiano José Osório Naves lançou, na noite desta terça-feira (31/5), três livros. O primeiro, “O que vi e vivi no fluir de uma vida”, de crônicas, fala de suas experiências da primeira à quarta idade. “As aventuras de viagens, encontros com Presidentes e Rainha de outros países", afirmou, para explicar que, como jornalista especializado em turismo, narra as 36 viagens internacionais que fez a convite, "assim como os prêmios e comendas nacionais e internacionais recebidos, e as iniciativas que construí como líder sindical e presidente de associações profissionais e sociais”.
A segunda obra, “Lockdown no turismo”, é um amplo diagnóstico sobre as causas e gargalos que impedem o crescimento do turismo receptivo internacional no Brasil, paralisado desde a criação da Embratur em 1967. Incluiu nesse trabalho artigos de três ministros de Turismo e presidentes da Embratur, líderes do mercado e da academia, além da publicação, na íntegra, do avançado Plano Nacional do Turismo – 2018/2022 que, “depois do quarto ano vencendo agora, não saiu uma linha do papel e o país permanece na mesma agonia, recebendo percentualmente menos turistas estrangeiros em quase 70 anos. Por essa paralisia, o Brasil ocupa a 42ª posição no ranking mundial do turismo, abaixo do Camboja, e o quarto na América do Sul. No entanto, não só críticas contém o livro, mas sugestões de solução a cada um dos problemas que o engessam”, justificou.
O terceiro livro, “As histórias da História de Brasília”, discorre sobre o embrião de quase 300 anos passados quando o Marquês de Pombal, Ministro das Relações Exteriores de Portugal, em 1751, percebeu a fragilidade de se manter a sede da Coroa no litoral, suscetível a invasões e ataques estrangeiros. “Assim, determinou a mudança administrativa do Brasil para o interior, mandando para isso fazer o primeiro mapa geofísico de Goiás, o estado mais ao centro. Sua equipe definiu o ponto mais central da região", esclareceu. Essa missão lançou a pedra fundamental da nova capital ao lado do Morro Centenário, em Planaltina, cujo obelisco só foi erigido em 1922, a mando do presidente Epitácio Pessoa, no mesmo local indicado. "Narro as intenções dos imperialistas e presidentes", acrescentou, acreditando ter dado contribuição de conhecimento às áreas abordadas.
Autografando as obras, o jornalista José Osório Naves foi fotografado ao lado do irmão, o geólogo e empresário Sevan Naves; do jornalista goiano Jarbas Marques, também historiador, há anos radicado em Brasília; e do engenheiro João Bosco Ribeiro, ex-Secretário de Estado em Goiás.