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Assembleia Legislativa de Goiás (Foto: Divulgação)

Issy Quinan amplia apoios, mas grupo alternativo mantém disputa pela presidência da Alego aberta

Enquanto deputado do MDB reúne apoio de diferentes partidos, grupo de sete parlamentares aposta no consenso para entrar na disputa

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07.11.2026 - 08:00:30

Samuel Straioto

Goiânia – A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para o biênio 2027-2028 reúne duas frentes de articulação entre os deputados estaduais. O deputado Issy Quinan (MDB) contabiliza 22 votos declarados, enquanto um grupo de sete parlamentares trabalha na construção de uma candidatura alternativa para a sucessão do atual presidente da Casa, Bruno Peixoto (União Brasil).

O emedebista reúne o apoio declarado de 21 deputados, além do próprio voto. O número supera em um voto a maioria necessária para vencer a eleição, em uma Assembleia composta por 41 parlamentares. Os apoios à candidatura de Issy vêm de integrantes de 11 partidos: MDB, Mobiliza, PSD, Podemos, Novo, Agir, PSDB, Cidadania, PL, PSB e PRD.

Entre as adesões mais recentes estão as de Coronel Urzêda e Marquinho do Gayer, do PL, e Gustavo Sebba e José Machado, da federação PSDB/Cidadania. Os quatro parlamentares declararam apoio ao nome de Issy para a presidência da Assembleia.

Ao comentar a disputa, Issy afirmou que mantém conversas com os demais parlamentares e defendeu a construção de uma candidatura de consenso. “Nós temos dialogado com praticamente todos e buscado essa convergência que julgamos necessária para pacificar a Casa em torno de uma candidatura. Até o momento, existem outros postulantes e isso é legítimo. Há um caminho longo ainda. Não existe favoritismo. O que existe é diálogo”, afirmou.

Apesar da quantidade de votos contabilizados, a eleição ainda depende das articulações entre os deputados e das definições políticas das próximas semanas. Os apoios anunciados até o momento foram manifestados durante as conversas para a formação da próxima Mesa Diretora.

Grupo dos sete

Na outra frente, uma articulação que inicialmente reunia seis deputados passou a contar com Talles Barreto (União Brasil), líder do governo na Assembleia. O grupo também é formado por Virmondes Cruvinel e Wilde Cambão, do União Brasil; Cairo Salim, do PSD; Charles Bento, do MDB; Jamil Calife, do PP; e Wagner Neto, do Solidariedade.

Os sete parlamentares discutem a escolha de um nome de consenso para disputar a presidência da Casa. A proposta é evitar uma candidatura individual entre os integrantes do grupo e definir uma representação conjunta para a eleição. Alguns dos deputados também são citados entre os possíveis interessados em assumir o comando do Legislativo.

“O momento é de construir unidade. Já temos sete nomes que pregam uma eleição de construção e jamais de disputa”, afirmou o deputado Virmondes Cruvinel.  A movimentação ocorre em meio às negociações que envolvem diferentes partidos e lideranças da base governista.

Além da sucessão, o grupo defende mudanças nas regras para a escolha da Mesa Diretora. Uma das propostas é o fim da possibilidade de reeleição para a presidência da Alego, com a limitação do mandato a dois anos, sem recondução imediata. A alteração é objeto de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tem Talles Barreto entre seus autores.

Issy Quinan se posicionou contra a mudança e questionou o momento de apresentação da proposta. Em manifestação sobre o assunto, o deputado defendeu a manutenção das regras atuais e levantou questionamentos sobre a discussão da PEC durante o processo de escolha do próximo presidente.

Caiado e Daniel Vilela

A escolha do próximo presidente também envolve as lideranças políticas da base governista. Para o deputado estadual Talles Barreto (União Brasil) o governador Daniel Vilela (MDB) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) terão participação na definição do nome que comandará a Assembleia.

Embora mantenha o interesse em presidir a Casa, o deputado afirmou que não pretende apresentar uma candidatura sem o aval das duas lideranças. A declaração foi dada em meio às articulações do grupo de sete parlamentares, do qual Talles passou a fazer parte.

O deputado também mencionou o retorno de Caiado, previsto para 17 de novembro, como uma referência para o avanço das conversas. Daniel Vilela, por sua vez, tem retorno de viagem previsto para 7 de novembro. A expectativa é que as discussões sobre a sucessão avancem após a volta dos dois.

“Daniel Vilela e Ronaldo Caiado vão decidir. Sem aval deles não quero nem ser (candidato). Tem que ser uma Casa independente, mas a base do governo é fundamental estar em comum acordo”, declarou Talles em entrevista à Radio Bandeirantes.

Com isso, a escolha do próximo presidente envolve tanto a contagem de apoios entre os deputados quanto as conversas com as lideranças políticas da base governista. Issy contabiliza 22 votos declarados, enquanto o grupo de sete parlamentares ainda trabalha na definição de um nome para disputar a eleição.

A escolha da nova Mesa Diretora está prevista para fevereiro de 2027. Até lá, os deputados devem continuar as conversas para definir as candidaturas e os apoios em torno da sucessão de Bruno Peixoto.

 

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por Samuel Straioto

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