A Redação
Goiania
– O prefeito Iris Rezende disse, nesta quarta-feira (8/5), que a ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra ele e o secretário municipal de Educação, Marcelo Costa, é “uma preocupação alimentada por equívoco”. Ele reafirma que as obras do Cmei Grande Retiro, objeto da ação, serão retomadas.
“Goiânia inteira sabe que eu recebi a prefeitura com déficit mensal de R$ 31 milhões e dívidas em torno de R$ 1 bilhão. Não encontrei uma obra em andamento. Todas, quase 200, paralisadas. Vamos resolver estas questões e não vamos deixar nenhuma construção inacabada”, disse ele.
As declarações foram feitas durante solenidade de entrega de quatro novas salas modulares no Cmei Residencial Itaipu, com aumento de 80 vagas na unidade. “Posso tranquilizar o Ministério Público e as autoridades todas: Goiânia vai bem. Vamos deixar o município, ao final do mandato, numa situação de aplauso”, disse Iris. Ele lembra que, “além de trabalhar de dia e de noite, você não encontra uma unidade sequer na saúde ou na educação que não esteja reformada ou requalificada pelos mutirões”.
Iris disse que assumiu a prefeitura em 2017 com obras paralisadas porque as empresas não recebiam. “Quando o recurso era federal, não existia a contrapartida por parte da prefeitura”, afirma. “A própria Caixa suspendia o financiamento. Ficamos dois anos por conta disso. Agora já estamos reiniciando obras da maternidade Oeste, de unidades de saúde, de cmeis, todas”, informa.
“Não estamos brincando”, diz Iris. “Em dois anos e quatro meses não tirei um dia sequer de férias. Não descansei. Não vivo outra coisa, senão a prefeitura”, destaca o prefeito. Sobre as obras do Cmei Grande Retiro, ele observa que a empresa responsável insiste em reajuste e que a prefeitura não vai conceder. A meta é realizar uma nova licitação. Ele conclui observando que, para administrar a coisa pública, é preciso fazer história.
Itaipu
A entrega de quatro salas modulares no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Residencial Itaipu vai elevar em 194 as vagas para crianças de um a cinco anos, em tempo integral. Ao longo do dia, elas são integradas a atividades lúdicas e pedagógicas, além de receber refeições inseridas em cardápio devidamente elaborado e supervisionado por nutricionistas.
As salas modulares inovam o atendimento na Educação municipal, tendo em vista a agilidade e segurança na sua implantação. Os módulos são totalmente pensados para as necessidades escolares e feitos com materiais de alta resistência e paredes de fibra isotérmica, dotadas de sistemas lógicos, elétricos e hidráulicos. As estruturas são construídas sobre pisos de compensado naval com aplicações de resina antichama, prezando pela segurança dos alunos e educadores.
A grande vantagem das salas modulares é a rapidez em que são implantadas nas unidades de ensino da rede. O tempo médio para instalação e finalização das estruturas, de modo a receber os alunos com total segurança, é de 15 a 20 dias. Frente à crescente demanda da população por vagas e diante do anseio da gestão em garantir o direito básico à Educação, esse tipo de construção possibilita que a instituição garanta vagas efetivas em tempo muito menor.