Caroline Louise
Goiânia – O inverno no Brasil começou nesta quarta-feira (21/6), às 11h58. A previsão do tempo indica, em Goiás, a estação será marcada por altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. Conforme informou o boletim do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), durante os meses de julho, agosto e setembro, são esperadas poucas chuvas e uma umidade do ar registrando os menores índices na parte da tarde, ou seja, o inverno no estado será seco e, com isso, existe a tendência para o aumento das queimadas.
"Nosso inverno, infelizmente, é seco, rigoroso e começa com o período de estiagem, o que é preocupante. Agora nós teremos a companhia do fenômeno El Niño, que promete uma situação diferente. Não favorece a massa de ar polar. Esse friozinho das últimas semanas não vai permanecer e teremos temperaturas mais altas e chuvas paliativas somente a partir de agosto, que não devem resolver o problema de estiagem", explicou o gerente do Cimehgo, André Amorim.
Confira o vídeo:
PREVISÃO DO TEMPO – Inverno em Goiás será marcado por altas temperaturas e baixa umidade do ar.
Cimehgo alerta para o aumento de queimadas https://t.co/4PbmMlg9bY pic.twitter.com/iyQSCfWipr— Jornal A Redação (@aredacao) June 21, 2023
"Para os próximos 15 dias não temos previsão de chuva. O El Niño preocupa em relação ao plantio. Temos uma situação da parte Centro-Norte do país de estiagem. A Amazônia vai ficar mais seca, o Nordeste vai ficar mais seco e consequentimente e infelizmente teremos uma seca por conta do fenômeno El Niño", completou o gerente.
Segundo o boletim do Cimehgo, a umidade relativa do ar pode chegar aos 10%. O índice é baixo e coloca o Estado em alerta por oferecer riscos à saúde da população. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é umidade relativa do ar mínima entre 50% e 60%.
"É importante que as pessoas se hidratem, bebam bastante água, suco, umidifiquem os ambientes e evitem jogar bitucas de cigarro em áreas de vegetação, por causa do risco de queimadas. A inalação da fumaça das queimadas e dos incêndios florestais aumenta os riscos de infecções respiratórias agudas, especialmente nas crianças e nos idosos", afirmou o médico generalista Lucas Martins.