Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – A edição anual, referente a 2025, da “Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás”, nº 36, impressa, foi lançada na manhã desta sexta-feira, dia 28, com 17 textos de escritores, pesquisadores e profissionais de diversos campos do saber dedicados às pesquisas histórica, geográfica e literária produzidas no Estado. A publicação, importante instrumento de divulgação da produção intelectual dos sócios e parceiros do Instituto, demonstra o compromisso da gestão do IHGG com a divulgação e a democratização dos conhecimentos que interpretam a formação social, econômica e política de Goiás, como frisa o editor-chefe, professor doutor Ricardo Assis Gonçalves.
A edição traz, em sua abertura, três discursos: do presidente do Instituto, Jales Guedes Coelho Mendonça, na posse de novos sócios, no dia 31 de janeiro de 2025, e dos sócios Irapuan Costa Júnior e Lenora de Castro Barbo, nessa solenidade. Ainda, um texto de Jales Mendonça, intitulado “Domingos Vellasco: herdeiro de Bulhões na política e antagonista de Prestes na esquerda”, e representa uma importante fonte sobre a formação política de Goiás.
Na sequência, dois outros discursos, ambos da arquiteta Lenora de Castro Barbo: o primeiro, intitulado “Goiás não foi cenário: Goiás foi fundamento”, na abertura da exposição “Brasília: O alicerce goiano de um sonho brasileiro”, no IHGG (05.12.2025); e “Planalto Central, onde reinam as oréades – ninfas dos campos e planaltos”, na recepção aos historiadores Nilson Jaime, Adão de Oliveira e Jales Mendonça como sócios correspondentes do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.
Textos
O sétimo texto, “Catalão, entre crimes e castigos”, do historiador Nasr Fayad Chaul, demonstra sua exímia capacidade interpretativa de eventos que marcaram a formação histórica de Goiás, com destaque para o município de Catalão, GO. O oitavo texto é do padre Murah Rannier Peixoto Vaz, “A Província de Goiás na Guerra do Paraguai”, baseado em vasta investigação documental, contribuindo com análises rigorosas de acontecimentos que fazem parte da história goiana.
O nono texto, “História e memória do Museu de Couros de Formosa, GO”, de Daniel Victor Pereira Goveia da Guirra e Rildo Bento de Souza, com base em rigorosa pesquisa, fortalece o propósito da revista em publicar resultados de investigações históricas que fazem parte da constituição de Goiás – elo entre história e memória nas análises sobre o Museu. O décimo texto, “Os 55 anos do Planetário Juan Bernardino Marques Barrio (UFG)”, de Michele Ferreira Martins e Rildo Bento de Souza, mostra uma das mais relevantes instituições museológicas e de disseminação científica de Goiânia.
Três textos interpretam Bernardo Élis e sua obra literária: o 11º, intitulado “Bernardo Élis: um imortal da ABL e o estigma de sua desconstrução ideológica”, de Nilson Jaime, é uma contribuição rigorosa e inovadora sobre a obra e a vida bernardiana; o 12º, “Entre o passado e o futuro: escolhas trágicas no dilúvio em Bernardo Élis e Joseph-Désiré Court”, de Ana Kelly Ferreira Souto Pinto, também é uma interpretação inovadora da obra do escritor Bernardo Élis e do pintor francês Joseph-Desiré Court a partir do tema do dilúvio; e o 13º, “O universalismo na obra de Bernardo Élis”, do desembargador Itaney Francisco Campos, demonstra que no escritor goiano o regional não exclui o universal: os dramas humanos e a exploração do trabalhador rural são narrados com rigor estético e estilístico.
Décimo quarto texto, “A chacina do Tronco: o processo e os tribunais”, do juiz Abílio Wolney Aires Neto, é uma importante contribuição às pesquisas sobre eventos que marcaram a história da formação social de Goiás e Tocantins, abordando tema que foi central na escrita do romance “O tronco”, de Bernardo Élis.
“José Mendonça Teles – Um amigo de longas datas”, do escritor Geraldo Coelho Vaz, sublinha a trajetória e a obra do escritor José Mendonça Teles e como os dois foram elos de amizade e produção literária em Goiás, como dois expoentes das letras. O 16º texto, “Goiânia – autoria do projeto urbanístico do Setor Oeste”, de Narcisa Abreu Cordeiro, destaca uma contribuição essencial para se compreender os projetos urbanísticos que fazem parte da história de Goiânia. E, 17º texto, de Antônio Eustáquio da Silva (Taquinho), sobre um filme inédito, escrito por Bernardo Élis.
