Brasília – A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação até as 19h em todo o país provocou reação na imprensa internacional. Segundo o The New York Times, há preocupações de que a decisão possa minar a confiança no sistema eleitoral. “Algumas seções eleitorais já haviam fechado quando a decisão foi tomada, causando confusão. Uma vez que uma urna eletrônica contabiliza seus votos, os oficiais eleitorais dizem que pode não ser possível reabri-la para mais votações”, pontuou o jornal.
No argentino Clarín, foi apontado que o problema “inesperado” com a decisão é que ela foi tomada pouco antes do horário original de fechamento. “Há pessoas nas escolas que, devido ao adiamento, estão pedindo para votar, mas os mesários e oficiais não sabem como proceder porque as urnas eletrônicas foram desativadas, conforme exigido.”
Um confusão “colossal” nos colégios eleitorais no Brasil, definiu o El País sobre o adiamento de duas horas no fechamento das urnas, ressaltando que, desde a adoção da una eletrônica no País, nunca houve incidentes graves nem casos de fraude confirmados.
A CNN focou no fato de que Zanin foi advogado pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de o presidente nomeá-lo para o tribunal em 2023. Contudo, o caso foi atribuído a Zanin aleatoriamente, por meio de sorteio. A decisão rapidamente gerou reações de aliados de Bolsonaro, que acusaram o STF de ultrapassar a autoridade do tribunal eleitoral, pontuou o veículo de comunicação norte-americano, acrescentando que a extensão causou “confusão” nas seções eleitorais em todo o Brasil.
De forma semelhante, o francês Le Monde ressaltou que a ordem foi emitida justamente quando as seções eleitorais estavam prestes a fechar, criando uma “confusão considerável”. “Quando a ordem foi transmitida para cada seção, algumas urnas eletrônicas já haviam sido fechadas e a contagem de votos havia começado”, disse.
