Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás foi escolhido pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás para sediar em seu auditório, na manhã de terça-feira, dia 27, a III Jornada de Colóquios do seu Programa de Pós-Graduação em Letras (Mestrado e Doutorado). Na agenda, duas palestras: “Outras mulheres de Guimarães Rosa”, a ser proferida pelo professor doutor Deonísio da Silva, que se aposentou na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e é autor de 54 livros publicados; e “70 anos de ‘Grande Sertão: Veredas’, de Guimarães Rosa”, a cargo do professor Wander Lourenço, PhD em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (2006), membro da Academia Brasileira de Filologia, do Pen Clube do Brasil, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro e da Academia Brasileira Virtual de Letras.
A professora doutora Maria de Fátima Gonçalves Lima, coordenadora do PPGLetras da PUC Goiás, escolheu o IHGG para sediar a Jornada porque o Instituto se consolidou como uma referência em história, arte e cultura, e lançar a nova edição, atualizada, de seu livro “A Poesia da Literatura Brasileira – Do Barroco ao Modernismo”. “Para mim é uma honra fazer o lançamento no Instituto. Aproveitei para levar dois convidados que virão abrilhantar a abertura da III Jornada de Colóquios do PPGLetras”, afirmou.
Como este ano deu seu nome ao Ano Cultural da Academia Goiana de Letras, Maria de Fátima publicou novas edições de quatro livros: “Do Barqueiro do Rio Xingu”, “Árvores da Vida”, “Dois Mundos” e “Cora Coralina e a Cidade das Pedras”.

Deonísio da Silva
Professor doutor pela Universidade de São Paulo, Deonísio da Silva é autor de 54 livros publicados, de autoria individual, sendo oito romances, 14 de contos, dois de crônicas, quatro de ensaios e 30 livros infantojuvenis – alguns dos quais publicados também no exterior, com os três romances “A cidade dos padres”, “Avante, soldados: para trás” e “Stefan Zweig deve morrer”, em edições integrais em Portugal, em Cuba (em espanhol), na Itália (em italiano), e contos em espanhol, italiano, alemão, francês, sueco e português d’além-mar.

Está presente em diversas antologias de autoria individual ou coletiva e publica colunas semanais, na imprensa escrita e eletrônica, no rádio ou na televisão desde a década de 70, continuamente e sem interrupção “nem nas férias”. Seu romance de referência, “Avante, soldados: para trás”, foi publicado também no Brasil, Portugal, Cuba e Itália, atualmente em 12ª edição, e pela Universo dos Livros para o PNLD. Seu livro de contos de referência é “Contos Reunidos” e o de crônicas é “A placenta e o caixão”, ambos pela editora Leya. É também editor, ofício que exerce desde 1993, que começou na Editora da UFSCar, cuja equipe de fundação liderou e da qual foi Diretor por oito anos; na Editora Unisul e desde 2020 no Grupo Editorial Almedina / Alta Books.
Foi roteirista de cinema e de vídeo e colaborou na adaptação de livros seus para jograis e para o teatro. Seus livros de referência no ensaio são “Nos bastidores da censura”, pela Editora Estação Liberdade, e “De onde vêm as palavras”, 18ª edição revista e ampliada, publicado atualmente pela Alta Books. Seus livros infantojuvenis de referência são os volumes da coleção “De onde vêm as palavrinhas”, da Alta Books.
É membro brasileiro da Academia das Ciências de Lisboa e integra a Academia Brasileira de Filologia, da qual é o atual vice-presidente.
Trabalhou por 17 anos na Universidade Estácio de Sá, no Rio, onde foi professor titular de Língua Portuguesa, Coordenador dos cursos de Comunicação Social e de Letras, Diretor de Televisão e Vice-reitor. Romancista e contista de referência na literatura brasileira, seu “magnum opus”, “Avante, soldados: para trás”, foi agraciado com o Prêmio Internacional Casa de Las Américas em júri presidido por José Saramago. Seus romances mais recentes são “Goethe e Barrabás” e “Lotte Zweig”, este publicado no Brasil e em Portugal com o título de “Stefan Zweig deve morrer”, por influência do título da edição na Itália: “Stefan Zweig deve morire”.
Foi professor de Português e de Inglês no ensino médio nos anos 70. De 1975 a 1981 foi professor na Universidade de Ijuí (RS). de 1981 a 2003, por concurso público, foi professor da UFSCar, onde liderou a fundação do Curso de Letras e da Editora da Universidade. Foi editor e diretor da Editora da UFSCar (1993-2000), diretor-adjunto da Editora da Unisul (2014-2017) e editor também no Grupo Editorial Almedina (2020-2024), pelas quais lançou mais de uma centena de autores. Com pauta semelhante à coluna de Etimologia, que assinou semanalmente na revista “Caras” por 25 anos consecutivos (1993-2018), apresenta semanalmente a coluna de etimologia ‘Sem Papas na Língua’, na Rádio Bandnews.
Wander Lourenço
Colaborador docente externo da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, o professor Wander Lourenço foi pesquisador de três pós-doutorados: em Estudos Comparatistas da Universidade Clássica de Lisboa, Portugal (2013-2016); da PUC Goiás (2022-2023); e da Universidade Federal de Minas Gerais (2023-2024). Ao conquistar o título de PhD em Literatura Comparada pela UFF (2006), defendeu a tese: “Um réquiem para Diadorim: dois dedos de prosa-poética sobre o Amor e outras bossas no Grande Sertão: Veredas”. Mestre em Literatura Brasileira igualmente pela UFF, defendeu dissertação com o título “Com licença, senhoritas (A prostituição no romance brasileiro do século XIX)”, 2001; especialista em Literatura Brasileira pela UFF (1996); e graduação em Letras (1994) e Cinema (2007, incompleta). Diretor dos documentários “Carlos Nejar – Dom Quixote dos Pampas” (2015); “Nélida Piñon, a dama de pétalas” (2017); “O Cravo e a lapela – Vida e obra de Ricardo Cravo Albin” (2021); e “Literatices, o documentário” (2022). Cronista do “Jornal do Brasil” (2011/2014).
Professor substituto de Literatura Brasileira da Universidade Federal Fluminense (2006-2008); docente titular e diretor adjunto e coordenador do Curso de Letras da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro (2001-2018). Autor dos livros “O Dramaturgo Virgem” (2005); “Com licença, senhoritas” (2006); “Iniciação à Análise Textual” (2006); “Literatura e Poder”, organizado por Lúcia Helena e Anélia Pietrani (2006); “O Enigma Diadorim” (2007); “Solar das Almas e outras peças” (2008), “Eu, psicógrafo Teatro” (2011); “Antologia Teatral” (2013); “As aventuras da Bruxinha Lelé” (2014); “Dramatologia”, Editora Macabéa (2017); “A lenda do Sabiá-Pererê”, Editora Chiado (2019); “Escrevinhaturas”. Editora Elefante, SP (2021); “Terrae Brasilis”, Editora Chiado (2022); e “A República do Cruzeiro do Sul”, Editora Almedina (2023). Idealizador do programa “Literatices”, Plataforma YouTube (2020).
