Jales Naves
Especial para A Redação
Goiânia – Os 50 anos da morte do ex-presidente da República, dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, serão lembrados no dia 26 deste mês pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), uma das principais instituições culturais do País, criada para construir a identidade nacional, preservar a memória do país e incentivar estudos de história e geografia. O IHGB, que promove a reflexão e o debate atual sobre o Brasil e a sociedade nacional, vai realizar nesse dia, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, seminário para debater o tema e convidou o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás para participar da mesa na abertura dos trabalhos.
O Colóquio ‘Juscelino Kubitschek, história e memória – Cinquentenário de morte’, numa quarta-feira, em tempo integral, constará de conferência inaugural, três mesas de debates, enfocando momentos de JK; uma sessão especial sobre história e memória; e, às 17h, exibição do curta-metragem “Retratos de uma era – As fotos raras de JK”, do cientista social Fábio Chateaubriand Guedes Borba, diretor cultural da Casa de Juscelino Kubitschek, em Diamantina (MG) e autor de “Juscelino Kubitschek, uma Fotobiografia” e da série documental “JK, o Reinventor do Brasil”,
Encerrando, confraternização, com o lançamento do livro “Juscelino Kubitschek – O Médico e o Presidente”, do médico e escritor José Carlos Serufo, presidente emérito da Academia Mineira de Medicina, que aborda a trajetória de JK sob o enfoque de sua formação e prática na medicina, relacionando o exercício profissional com sua visão de gestão e administração pública.

Programa
O colóquio será aberto às 9h30 do dia 26, na sede do Instituto, à avenida Augusto Severo, 8, 12º andar, Glória, no Rio de Janeiro, sala da Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas (CEPHAS), devendo compor a mesa diretora dos trabalhos os presidentes do IHGB, Victorino Chermont de Miranda; do IHGMG, Antônio Marcos Nohmi; e do IHGG, Jales Guedes Coelho Mendonça. Às 10h, leitura da mensagem de Ronaldo Costa Couto e do Excerto do discurso de Posse de Juscelino Kubitschek na Academia Mineira de Letras, a cargo do jornalista, escritor e advogado Rogério Tavares, doutor em Literaturas de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, diplomado em Estudos Avançados em Direito Internacional e Relações Internacionais pela Universidade Autônoma de Madri e mestre em Direito Internacional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que integra o IHGB, o IHGMG e é presidente emérito da AML. Às 10h15, conferência inaugural, sob a coordenação de Rogério Tavares, quando falará, sobre “Juscelino Kubitschek – Um modernista no poder”, o escritor e jornalista Ângelo Oswaldo de Araújo Santos, curador de arte, advogado e político, eleito Prefeito da cidade de Ouro Preto, MG, por quatro mandatos.
A primeira mesa de trabalho, com o tema “Juscelino Kubitschek – Da medicina à política”, será coordenada pela professora Lucilia de Almeida Neves Delgado, graduada em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1974), Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (1979) e Doutora em Ciências Humanas / Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1989). Foi Professora (1978 a 1996) e Pró-reitora de Graduação da UFMG (1993 a 1996), Titular da PUC Minas (1986 a 2010) e Professora da UnB (2010 a 2013).
É autora dos livros “Comando Geral dos Trabalhadores no Brasil (1961-1964)”; “Tancredo Neves: A trajetória de um liberal” (em conjunto com Vera Alice Silva); “PTB: do getulismo ao reformismo (1945-1964)”; “Edgar de Godói da Mata Machado: fé, cultura e liberdade” (em conjunto com Otávio Dulci e Virginia Mendes); Coleção “O Brasil Republicano”. 4 vol (em conjunto com Jorge Ferreira); e “História Oral: memória, tempo, identidades”. É vice-presidente da Associação Nacional de História (ANPUH). Falarão, sequencialmente, o médico e escritor José Carlos Serufo, sobre “Juscelino Kubitschek – O médico”; o professor Felipe Várzea Lott de Moraes Costa, pesquisador e historiador da Universidade Federal Fluminense, mestre em História Contemporânea / Social (2019) e que atua em nível de pós-graduação (doutorado), sobre “Juscelino Kubitschek, as eleições e o general Lott”; o professor Daniel Henrique Diniz Barbosa, do Departamento de História do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Campus Nova Suíça, graduado em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (2003), mestre em História pela UFMG (2005) e doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo (2012), sobre “Juscelino Kubitschek – O Plano de Metas e a delicada arte de costurar o planejamento com a política”; e o professor doutor Gilberto Hochman, graduado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (1982), mestre em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (1990) e Doutor em Ciência Política pelo IUPERJ (1996), com Estágio Doutoral no Boston College (1994); pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz; professor do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (COC/Fiocruz); e professor visitante na Universidade de Michigan em 2018, sobre “O Brasil não é só doença: Juscelino Kubitschek e a busca de um país saudável”.
A segunda mesa, sobre “Juscelino Kubitschek, o governo e depois”, às 14h, será coordenada pela historiadora e pesquisadora Ângela de Castro Gomes, que integra a diretoria do IHGB, é autora da obra “A República, a História e o IHGB”, que analisa a atuação e a produção historiográfica da instituição no período republicano, graduada em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pós-graduada em Ciência Política pelo IUPERJ, Professora titular da UFF e ex-pesquisadora do CPDoc/FGV. Conferências e conferencistas: “Antes de Brasília: Juscelino Kubitschek prefeito e governador – A formação do projeto juscelinista de modernização em Belo Horizonte e em Minas Gerais”, a cargo do professor Marcelo de Araújo Rehfeld Cedro, doutor e mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, por onde é bacharel e licenciado em História, sendo atualmente professor adjunto do Departamento de História da PUC-MG; “Política externa do quinquênio Juscelino Kubitschek: A Operação Pan-Americana”, professor Paulo Roberto de Almeida, doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Bruxelas (1984) e mestre em Planejamento Econômico e Economia Internacional pelo Colégio dos Países em Desenvolvimento da Universidade de Estado de Antuérpia (1976), formou-se em Ciências Sociais pela Universidade de Bruxelas (1974). De 2004 a 2021 foi professor de Economia Política no Programa de Mestrado e Doutorado em Direito do Centro Universitário de Brasília (Uniceub); professor orientador no Mestrado em Diplomacia do Instituto Rio Branco, do Itamaraty, e diretor de Relações Internacionais do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, ocupando a cadeira Tobias Barreto; e “Juscelino Kubitschek, depois do Golpe de 1964 e o exilio”, a cargo de dois diretores do Museu Casa de Kubitschek, em Diamantina, Bernardo Franco Viana e Fábio Chateaubriand.
A terceira mesa, sobre “Juscelino Kubitschek: memórias”, será coordenada pelo professor Paulo Knauss de Mendonça, doutor em História (UFF, 1998), com pós-doutorado na Universidade de Estrasburgo, França (2006); foi bolsista do Serviço de Intercâmbio Acadêmico Alemão (DAAD) na Universidade de Freiburg i. B (1991); e é professor do Departamento de História da UFF, desde 1992, onde atua nos Programas de Pós-Graduação em História e em Ensino de História, e no Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos de Arte. É sócio titular e vice-presidente do IHGB, sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro e membro do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA). É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior, sendo um dos autores do livro “Rio 460 anos: singular e plural” (2025). É diretor do Museu IHGB, desde 2023. Conferências e conferencistas: “Juscelino Kubitschek e as revistas ilustradas: a formação de uma identidade brasileira”, a cargo da professora Silvana Louzada da Silva, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), campus Belford Roxo, com especialização em Fotografia pela Universidade Cândido Mendes (2001), Mestrado em Comunicação e Imagem e Informação pela UFF (2004) e Doutorado em Comunicação também pela UFF (2009). Realizou Doutorado Sanduíche na Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) entre 2007-2008. Em 2013 publicou o livro “Prata da Casa: Fotógrafos e Fotografia no Rio de Janeiro (1950-1960)”, pela Editora da UFF com financiamento da FAPERJ APQ3. Realizou pesquisa de Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em História da UFF, com financiamento da FAPERJ / CAPES; e na Escola de Comunicação da UFRJ, com bolsa PNPD/CAPES. “O enquadramento da memória de Brasília (1956-1987)”, com o professor Laurent Olivier Vidal. mestre em História pela Université de Grenoble II (1987-90), doutor em História, pela Université de Paris III (Sorbonne-Nouvelle) (1995), e “Habilitation à Diriger des Recherches” em História (EHESS, 2005). Atualmente é professor (Classe Excepcional) de História Contemporânea da Universidade de La Rochelle e diretor de pesquisa em história do Brasil no Institut des Hautes Études de l’Amérique Latine (Université de Paris III Sorbonne Nouvelle). Foi diretor da pós-graduação em história da universidade de La Rochelle (Relations Internationales et Histoire du monde Atlantique) entre 2007 e 2013; professor convidado da Universidade Federal de Goiás (2000), da UFRJ (2008) e da UNESP-Assis (2011), e novamente da UFRJ (2017). Foi vice-presidente do Institut des Amériques (2007 – 2010). É sócio correspondente estrangeiro do IHGB (2012) e do IHGG (2026). “O caso de Juscelino Kubitschek: acidente ou morte encomendada?”, a cargo da professora Maria Cecília de Oliveira Adão, mestre (2002) e doutora (2008) em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho / Franca. Membro da diretoria da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (2014 e 2016). Atuou como Pesquisadora Sênior na Comissão Nacional da Verdade (CNV/PR) e como consultora da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (CEMDP/SDH/PR), sendo atualmente conselheira. É professora do Claretiano – Centro Universitário.
