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(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

IBGE: Brasil tem recorde de 143 milhões com rendimento

Número de beneficiários do Bolsa Família caiu

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08.05.2026 - 12:23:22

São Paulo – O mercado de trabalho aquecido ajudou a aumentar o número de brasileiros com algum tipo de renda para um recorde de 143 milhões de pessoas em 2025, o correspondente a 67,2% de toda a população do País. Ao mesmo tempo, recuou a incidência de lares recebendo Bolsa Família.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) – Rendimento de todas as fontes, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (8/5).

A população com rendimento habitual do trabalho subiu a 101,6 milhões, enquanto a população que recebia aposentadoria e pensão somou um ápice de 29,3 milhões. Já os beneficiários de programas sociais do governo totalizaram 19,4 milhões.

Considerando as pessoas com alguma renda, o rendimento médio de todas as fontes alcançou um auge de R$ 3.367 em 2025, ficando 5,4% acima do registrado em 2024. O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos também foi recorde: R$ 3.560, alta de 5,7%.

Quanto ao valor médio do rendimento de outras fontes, a categoria aposentadoria e pensão manteve o maior valor médio em 2025, R$ 2.697; o de programas sociais do governo foi de R$ 870; o de aluguel e arrendamento, R$ 2.526 em 2025 (o que representa um aumento de 11,8% se comparado a 2024); pensão alimentícia e mesada, R$ 863; e demais rendimentos, como seguro-desemprego, aplicações financeiras e bolsas de estudos, R$ 2.302.

A participação dos programas sociais no rendimento domiciliar per capita teve recuo de 3,8% em 2024 para 3,5% em 2025.

“Tal variação está relacionada ao fato de que no último ano houve estabilidade tanto do valor médio pago como benefício pelo conjunto dos programas sociais do governo quanto do total de pessoas que recebiam tais benefícios, enquanto algumas outras categorias de rendimento tiveram aumento nesses componentes”, justificou o IBGE.

A proporção de domicílios com algum beneficiário do programa Bolsa Família recuou de 18,6% em 2024 para 17,2% em 2025, mas a fatia de lares com beneficiário do BPC-LOAS aumentou de 5,0% para 5,3% no período, maior porcentual da série histórica iniciada em 2012. O porcentual de domicílios que recebiam rendimentos de outros programas sociais aumentou de 2,1% em 2024 para 2,4% em 2025.

O IBGE ressaltou que o rendimento médio domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família era de R$ 774 em 2025, o equivalente a menos de 30% do rendimento médio de R$ 2.682 registrado pelos domicílios não beneficiados. (Agência Estado)

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por Agência Estado

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