A Redação
Goiânia –
O Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira – Hugol divulgou, nesta terça-feira (7/2), que em 2016, 47 órgãos e tecidos foram doados no hospital, em histórias que misturam a dor da perda para uma família e a alegria do recomeço para outras.
Com esses números o Hugol tem se tornado referência na doação e na captação de órgãos e tecidos na região Centro-Oeste do país.
Os dados estatísticos da Central de Transplantes do Estado de Goiás revelam que a principal causa dos óbitos dos pacientes com morte encefálica no hospital foi o Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), correspondendo a 35% dos casos, seguido pelo Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVCH), em 30% dos óbitos.
Quanto ao perfil desses pacientes, 62% são do sexo masculino e 38% do feminino; em relação à faixa etária, 28% possuem idade entre 50 e 64 anos, 25% entre 35 e 49 anos, 21% entre 65 e 79 anos e 20% com 18 a 34 anos.
Captação de pulmões
Após sofrer morte encefálica devido a um acidente vascular cerebral hemorrágico, a família do paciente de 26 anos de idade, internado no Hugol, consentiu com a doação de múltiplos órgãos. Esse ato de solidariedade possibilitou auxiliar sete pessoas que estavam na fila de transplantes em três Estados do país: São Paulo, Brasília e Goiás.
Captações de múltiplos órgãos têm acontecido frequentemente na unidade, mas o diferencial dessa é que, além do coração, fígado, rins e córneas, também foi possível captar pulmão, sendo a primeira vez que esse órgão foi captado no Hugol.
“As captações de pulmões são mais raras devido à complexidade do órgão, muito sensível às infecções e geralmente o primeiro órgão a se inviabilizar”, explica a enfermeira da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos/Goiás CNCDO-GO, Katiúscia Christiane Freitas.
Ela ressalta ainda o fator mais importante dessa captação: “sete vidas foram salvas e nada disso seria possível sem a decisão da família em concordar com a doação de órgãos, além do empenho da equipe do Hugol na manutenção adequada do doador após o diagnóstico de morte encefálica”, conclui.