A Redação
Goiânia – Desativada desde 2014, a navegabilidade da hidrovia Tietê-Paraná será retomada neste sábado (23/1). A informação foi confirmada pelo secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Vilmar Rocha, após uma reunião com o secretário de Energia e Mineração de São Paulo, João Carlos Meirelles.
Administrada pelo Governo de São Paulo, a hidrovia está fechada desde maio de 2014, causando grandes prejuízos no escoamento de grãos, principalmente de Goiás e Mato Grosso. O governador de Goiás, Marconi Perillo, e o secretário Vilmar Rocha tentam reverter a situação desde o ano passado. "Uma grande vitória", comemorou o governador por meio das redes sociais.
(Foto: Secima)
Com um porto em São Simão, no sul de Goiás, a hidrovia Tietê-Paraná poderá voltar a ser utilizada para o escoamento de grãos, principalmente milho, soja e subprodutos, e chega a transportar até 8 milhões de toneladas por ano.
“Esse transporte é mais econômico, o que deixa nossa produção com preços mais competitivos, favorecendo a economia do Estado”, explica Vilmar Rocha. “Ela também evita o transporte por rodovias, uma vez que a capacidade de cada barca equivale a cerca de 180 caminhões”.
A navegabilidade da Tietê-Paraná foi interrompida devido à forte seca na região Sudeste e à necessidade de maior vazão para as usinas hidrelétricas. Com 2.400 km, a hidrovia é uma das mais importantes do país e, segundo o Sindicato dos Armadores da Navegação Fluvial de São Paulo, o fechamento pode ter sido responsável por um prejuízo de pelo menos R$ 685 milhões e pela demissão de 1.400 trabalhadores.