Larissa Lessa
Fotos: Fábio Lima
O bombeiro Adriano Américo Martino Pereira, 31 anos, descobriu há três meses que tem aplasia medular, doença que interfere na fabricação de sangue. Uma das chances de cura para Adriano, que está há 19 dias internado na UTI devido a uma infecção hospitalar, é o transplante de medula óssea. Como ele, cerca de dois mil pacientes em todo o país precisam do transplante de medula óssea.
Para aumentar as chances de pessoas como Adriano, o Hemocentro Goiás (Hemog) realiza neste domingo (9/10) cadastro de doadores no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). O estande do órgão ficará montado na Praça de Alimentação do Shopping Flamboyant, em Goiânia, até as 20 horas de hoje. “Dizem que as chances de encontrar uma medula compatível é de uma em cem mil. Goiás ainda não tem cem mil cadastrados. E, mesmo que o Adriano ou o Miguel, um bebê de nove meses que também precisa de transplante, não encontrem doadores, outras pessoas vão precisar”, disse a irmã de Adriano, Conceição Martino. A mãe de Miguel, Vanessa Peres Castro, também esteve no local para sensibilizar os doadores.
Para se cadastrar no Redome, os requisitos são ter entre 18 e 54 anos e não ter histórico de doença infecto-contagiosa. “Há muitos critérios para doação de sangue que não afetam o cadastro de doadores de medula, como peso e pressão”, afirma o coordenador de captação do Hemocentro, Hamilton Teles. Os interessados em fazer parte do cadastro também podem procurar o
Hemocentro, que funciona de segunda a sexta-feira das 7h30 às 18 horas.
O cadastro é feito por meio da coleta de 5 ml de sangue, que depois será tipificado. Em seguida, os dados são cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea. Caso o doador seja compatível, ele é convidado a fazer coleta do material, durante um procedimento simples e com uso de anestesia. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em cem mil.
Segundo dados do Hemog, o cadastro de doadores de medula óssea em Goiás conta com 90 mil pessoas. No Redome, o número de doadores voluntários chega a 2 milhões e 100 mil. De acordo com números da Central de Transplante do Estado foram realizados no primeiro semestre desse ano 20 transplantes de medula óssea no estado. Em 2010 foram 36.