Théo Mariano
Goiânia – O ministro Paulo Guedes, da Economia, afirmou nesta quinta-feira (3/12) que o Brasil deverá fechar o ano sem perder empregos devido à pandemia do novo coronavírus. Segundo o chefe da pasta, o País chegou a perder 1,2 milhão de vagas formais em 2020. Guedes, entretanto, destacou o saldo positivo na criação de postos de trabalho entre julho e outubro. “Criamos 1 milhão de novos empregos”, disse durante a palestra “Cenário Econômico Pós-Pandemia”, na 92ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic).
Para o chefe da Economia, o dado sobre recuperação das vagas indica que, até o fim do ano, o País pode retomar a sua situação pré-pandemia. Paulo Guedes também pontuou o crescimento econômico do Brasil. "No primeiro ano do governo Bolsonaro, a economia cresceu mais do que nos últimos dois anos da gestão anterior [de Michel Temer].”
O ministro foi enfático ao dizer que as reformas “vão continuar”. Ele detalhou o resultado das reformas e os desafios da negociação política com o Legislativo. Guedes abordou a criação do auxílio emergencial, inicialmente pensado para ser de R$ 200, além de outros projetos que acabaram sendo alterados pelos parlamentares.
“A falta de um eixo político nos empurrou até dezembro [de 2019] para conseguirmos fechar a reforma da previdência", afirmou o titular. “Quem dá o timing das reformas é a política”, frisou. O ministro também listou o combate à pandemia como um "desafio" para aprovar novas propostas no Legislativo.
Na avaliação de Guedes, o país está “decolando de novo”. “O desafio à frente é transformar a recuperação cíclica, os indicadores hoje são de que o País pode crescer entre 3% e 4% no ano que vem”, adiantou. “2020 foi um ano que saímos do trilho para combater a pandemia, mas em 2021 nós voltaremos ao trilho”, disse.