Jales Naves
Especial para A Redação
Brasília – Animado, com um ritmo às vezes frenético e representando a múltipla variedade das danças e canções do Nordeste brasileiro, o grupo de quadrilha “Pula Fogueira” movimentou a comemoração junina na chácara da empresária Magda Cruz, no Setor de Mansões do Lago Norte, em Brasília, na sexta-feira (14/6). Integrado por 65 dançarinos, jovens e adultos, formando um conjunto harmonioso e dinâmico, apresentou diversos ritmos nordestinos, numa mistura variada que mereceu aplausos e a participação dos presentes.
Desde 2014 contando com apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, a partir de seleção feita por edital, e fazendo parte da Liga de Quadrilhas Juninas do DF (LinqDFE), o grupo se apresenta a convite e participa de competições na Capital Federal e outras regiões.
Como começou
O grupo, que se organizou espontaneamente, foi criado em 2009, passou três anos entre discussões, articulações e definições, e começou suas atividades em 2012. À frente, o auxiliar de administração Vilmar Ferreira Pires, mineiro que há 15 anos reside na região administrativa de Itapoã, que integra o Distrito Federal, e onde o grupo se reúne, na casa dele. Os quadros são montados pelo coreógrafo e dançarino Elivelton Rodrigues e Anderson Souza, que também dirige o espetáculo.
A “Pula Fogueira”, conforme os organizadores, é um projeto social sem uma instituição por trás e sem espaço específico para os ensaios, e teve início nas ruas, a partir de um desejo manifestado entre os jovens em seus encontros. De acordo com Vilmar, que este ano se forma em Serviço Social e preside a equipe, o grupo se constitui em espaço de amizade, de encontro e lazer, que retira jovens da marginalidade e permite a sua inclusão na cultura popular. Atua criando possibilidades para a comunidade e para jovens da periferia.
Para este ano trabalha novo espetáculo, “Bendita Bença”, com uma nova força e desenvolvimento artístico, dentro da competição e dos arraiás de Brasília. Em 2018 o grupo apresentou temática tendo como foco Ariano Suassuna, que intitularam “Romanceiro popular”, trazendo o côco, baião, maracatu, xote e xaxado, um grande elenco e muita história na bagagem para o público apreciar, quando conquistou vários troféus.