A Redação
Goiânia –
O governador Ronaldo Caiado anunciou a abertura de 10 mil vagas, por ano, em cursos técnicos da rede Itego para alunos da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio, a partir da assinatura de termos de cooperação entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Sedi) e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Caiado também assinou o protocolo de intenções entre o Estado de Goiás, por meio da Sedi, e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para execução dos projetos “Goiás Na Moda”, “Apoio a Parques Tecnológicos” e “Desenvolvimento da Cultura Empreendedora”. As novidades foram apresentadas na manhã desta quarta-feira (24/7), em solenidade no auditório Mauro Borges do Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
A criação das 10 mil vagas foi fruto do trabalho do Gabinete de Políticas Sociais, coordenado pela presidente de honra da OVG e primeira-dama do estado, Gracinha Caiado, bem como outra importante ação: a disponibilização de acesso banda larga aos 10 municípios goianos mais carentes. Durante evento, ainda foi apresentado o balanço de seis meses da Sedi, pasta considerada pelo governador como estratégica para alavancar o desenvolvimento de Goiás. “Acredito na ciência, na pesquisa, no estudo. Não vejo nenhum Estado se desenvolver, e ninguém ser referência no mundo, se for arcaico e refratário a tudo aquilo que vai alavancar a qualidade de vida, melhorar a ciência e o atendimento às pessoas”, ponderou o governador.
A realização da Campus Party pela primeira vez em Goiás – confirmada para os dias 4 a 8 de setembro – e o lançamento de quatro frentes parlamentares de apoio ao desenvolvimento econômico por intermédio dos parques tecnológicos estão entre os avanços na área apresentados pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Adriano da Rocha Lima. “A Campus Party não é uma feira, congresso ou espaço de negócios. É uma experiência tecnológica, talvez das mais profundas que há no mundo”, explicou Adriano. O governador solicitou ao secretário a concessão de inscrições para os alunos mais bem avaliados da rede pública. “O nosso objetivo é levar às regiões mais carentes do Estado essa oportunidade e os jovens poderem desenvolver-se na área da criação”, afirmou Caiado.
A atração de investimentos e revisão de políticas para aumento da geração de energia fotovoltaica em Goiás, e o avanço na implantação de soluções de Big Data, que visam suportar o processo da tomada de decisão, melhorando a qualidade de gasto público, são outros pontos positivos ressaltados durante o balanço. Outras realizações destes seis meses foram a retomada das atividades do Itego Basileu França, escola referência no cenário cultural de Goiás, com o retorno de apresentações da Orquestra Sinfônica Jovem pelo Brasil; além da abertura de quase 25 mil vagas de capacitação, em cursos técnicos de nível médio e superiores de tecnologia ofertadas em 2019, os 633 cursos profissionalizantes disponíveis na Rede Itego e as 4 mil novas vagas de cursos técnicos na modalidade EaD e a devolução da autonomia universitária aos gestores da UEG. “Não acredito em desenvolvimento que não passe por um setor acadêmico forte”, comentou Adriano.
A pasta também alcançou a redução de R$ 23 milhões/ano com a revisão de contratos diversos. Nos contratos com OS´s, a economia com a revisão foi ainda maior, de R$ 38,4 milhões, garantindo a normalização dos repasses aos fornecedores, inclusive das próprias OS's gestoras da Rede Itego.
O deputado federal Zacharias Calil alertou para o fato de que o Brasil segue na contramão dos países hoje em desenvolvimento. “Sem tecnologia e inovação, não vamos a lugar algum. Na China, Coreia do Sul e na Rússia, você consegue uma patente intelectual em um ano e meio. No Brasil, a média é de 8 a 10 anos. O País não cresce. A China não está preocupada mais em fabricar produtos falsificados. Eles estão exportando tecnologia”, exemplificou.
Entrave
Uma questão que vem se mostrando um obstáculo para impulsionar ainda mais os projetos do Estado é o fornecimento de energia elétrica. “Isso é um problema seríssimo, que se agravou com a privatização. Um cenário extremamente catastrófico, em que a distribuidora que atende Goiás apresenta o pior índice de qualidade entre todas do País. E não é por diferença pequena, é quase pelo dobro. Apesar de dizerem que fazem investimentos no Estado, eles só trazem aumento da tarifa. E Goiás passou, em número de reclamações absolutas o Estado de São Paulo”, criticou o secretário Adriano da Rocha Lima.
Caiado reiterou que essa tem sido uma luta ao longo dos sete meses de governo. “Já tivemos mais de 15 anos com a diretoria da Enel e levamos o presidente da República. Goiás não pode ficar asfixiado por uma empresa que não atende sequer a demanda atual. Até mesmo as ações de Estado estão sendo comprometidas pela completa ineficiência”, afirmou Caiado, informando que a inauguração da primeira policlínica pode ser adiada em decorrência da Enel não fornecer energia necessária para que todos os aparelhos sejam viabilizados. “Fui comunicado de que talvez só nos possam atender em 120 dias. Isso é um absurdo. Estarei desde já tomando as providências necessárias”, salientou.