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Goiás vira modelo nacional no diagnóstico de câncer de mama pelo SUS. (Foto: Iron Braz)

Goiás vira modelo nacional no diagnóstico de câncer de mama pelo SUS

Iniciativa do estado foi citada como referência em reunião no Ministério da Saúde

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15.04.2026 - 21:59:23

A Redação

Goiânia – Goiás se consolida como referência nacional em saúde da mulher após o programa Goiás Todo Rosa ser citado como modelo durante reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), do Ministério da Saúde, que recomendou a inclusão do exame genético para câncer de mama na rede pública. O reconhecimento evidencia o protagonismo do Estado na adoção de estratégias inovadoras e alinhadas às diretrizes mais modernas do Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta foi apresentada pela Sociedade Brasileira de Mastologia durante a reunião da Conitec e já havia sido debatida e elogiada por secretários estaduais de saúde de todo o país. Também foi discutida com representantes nacionais, recebendo avaliações positivas. Nesse contexto, o Goiás Todo Rosa foi mencionado como exemplo de política pública voltada ao diagnóstico precoce e ao acesso qualificado aos serviços de saúde, sendo reconhecido por especialistas como referência nacional.

Durante a reunião, a Conitec emitiu recomendação final favorável à incorporação do exame de sequenciamento genético para identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associados ao câncer de mama e ao câncer de ovário. Esses genes ajudam a proteger o organismo contra o desenvolvimento de tumores e, quando apresentam alterações, aumentam o risco da doença. A tecnologia permite diagnósticos mais precisos e contribui para a definição de tratamentos mais eficazes, especialmente em casos não metastáticos. A decisão representa um avanço importante para ampliar o acesso a essa tecnologia no SUS.

O reconhecimento nacional reforça que Goiás já adota estratégias alinhadas às diretrizes mais avançadas da saúde pública. Por meio do Goiás Todo Rosa, o Estado tem ampliado o acesso ao diagnóstico precoce e qualificado, fortalecendo a linha de cuidado em oncologia e contribuindo para melhores desfechos clínicos.

Marco
Para o diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), Marcelo Rabahi, o avanço representa um marco na incorporação de novas tecnologias no sistema público. “O resultado dessa pesquisa abre novos horizontes, principalmente para os pacientes, que passam a ter acesso a uma tecnologia avançada, permitindo previsões sobre a evolução da doença e intervenções precoces no tratamento. Também amplia as possibilidades para os profissionais de saúde e reforça o papel da universidade pública na formulação de políticas de saúde. Trata-se de um marco no posicionamento da universidade brasileira, especialmente da Faculdade de Medicina, na incorporação de novas tecnologias”, destaca.

A mastologista e professora da Faculdade de Medicina da UFG, Rosemar Macedo Sousa Rahal, uma das idealizadoras e consultora do projeto Goiás Todo Rosa, ressalta o impacto da iniciativa. “Levar para outros estados brasileiros um projeto que nasceu em Goiás é mais do que expandir uma iniciativa. É multiplicar cuidado, informação e oportunidades de prevenção. A possibilidade de replicação dessa experiência representa um passo essencial na promoção da equidade, garantindo que cada vez mais mulheres, independentemente de onde vivam, tenham acesso a estratégias de prevenção para o câncer de mama e de ovário. Trata-se de um movimento que salva vidas, fortalece a autonomia feminina e reafirma o compromisso com um futuro mais justo e saudável para todas”, afirma.

Como funciona
O acesso ao exame genético pelo programa Goiás Todo Rosa começa na rede pública de saúde, com a identificação da paciente nas Unidades Básicas de Saúde ou Policlínicas. O programa é destinado a mulheres com diagnóstico de câncer de mama ou de ovário antes dos 40 anos, ou câncer de mama triplo-negativo antes dos 50 anos, além de pacientes com histórico familiar relevante para a doença.

A partir da indicação clínica, é realizada a coleta do material – sangue ou saliva – de forma simples e segura. As amostras são encaminhadas para análise no Centro de Genética Humana do Instituto de Ciências Biológicas da UFG, onde é feito o sequenciamento genético. O resultado é disponibilizado, em média, em cerca de um mês, garantindo agilidade no diagnóstico.

Com o resultado em mãos, a paciente passa por aconselhamento genético com equipe especializada, que orienta sobre os próximos passos do cuidado. Em casos positivos para mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, o programa oferece monitoramento intensificado, possibilidade de cirurgia preventiva e acompanhamento familiar, ampliando a prevenção e o cuidado integral.

Para o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, o destaque demonstra o avanço da saúde pública em Goiás. “Estamos investindo em tecnologia e ampliando o acesso a exames de alta precisão. O Goiás Todo Rosa é uma política que salva vidas, fortalece o SUS e posiciona Goiás como referência nacional no cuidado com a saúde da mulher”, afirma.

Com a recomendação da Conitec, o exame avança para incorporação no SUS, o que deve ampliar o acesso ao diagnóstico genético e fortalecer a assistência ao câncer de mama em todo o Brasil.

 

 

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por Michelle Rabello

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