Mônica Parreira e João Unes
Goiânia – A Secretaria de Governo (Segov) vai publicar em agosto o edital do Goiás Sem Fronteiras voltado aos alunos da rede pública de ensino. Na primeira etapa, o programa deve oferecer entre 200 e 250 vagas para intercâmbio nos Estados Unidos. O envio da turma, segundo o secretário da Segov, Tayrone Di Martino, deve ocorrer ainda este ano.
Proposto pelo governador Marconi Perillo, o projeto de Lei que institui as bases do Goiás Sem Fronteiras foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás em maio. O programa possui três eixos estruturantes com o objetivo de oferecer bolsa de estudos a alunos do ensino superior, pós-graduandos, pesquisadores e pessoas com iniciativas empreendedoras e de inovação. O investimento gira em torno de R$ 8 milhões.
A Segov é responsável pelo eixo que atende estudantes de Ensino Médio. A secretaria está finalizando o edital com as informações detalhadas. Ao jornal A Redação, Tayrone adiantou que a escolha dos alunos será feita por etapas. “Além do critério socioeconômico, o processo seletivo prevê uma prova de conhecimentos gerais. Também é necessário que o candidato já tenha algum conhecimento da língua estrangeira”, explicou.

(Foto: Fernando Leite/Segov)
A lista de selecionados deve ser divulgada em novembro. Antes de embarcar para os Estados Unidos, a turma vai passar por uma capacitação do Sebrae, que é parceiro do programa. Será oferecido de R$ 15 mil a R$ 20 mil para custos com a estrutura de envio. “Além disso, cada estudante receberá uma bolsa de US$ 600”, disse.
A experiência nos Estados Unidos contará com diversas atividades pré-determinadas pelo programa. “Estamos definindo as instituições parcerias. Lá, os bolsistas terão cursos em três áreas: empreendedorismo e liderança; governança e respeito ao patrimônio público; e línguas, onde poderão aperfeiçoar o idioma”, comentou Tayrone.
De acordo com o secretário, a viagem deve durar cerca de 30 dias. Caso o intercâmbio coincida com o ano letivo, os estudantes não serão prejudicados. “O projeto de Lei prevê reposição para esses alunos ou até abono do período em que ele estará fazendo atividade extracurricular, que é ligada ao ensino”, justificou o titular da Segov.
Tayrone espera incluir outros países nas próximas edições do Goiás Sem Fronteiras. De acordo com ele, o Marconi tem falado sobre o programa durante as suas missões internacionais, e isso reforça a sua abrangência. “A ideia é garantir apoio social e educacional aos participantes, e o governador sabe dos benefícios que isso causa. É uma iniciativa inovadora e que coloca o Estado em conexão com o mundo”.