A Redação
Nem se o Goiás tivesse vencido o São Paulo, o time goiano estaria fora da Série A do Brasileirão. O Figueirense ganhou do Fluminense por 1 a 0, e o Avaí empatou com o Corinthians, campeão da temporada. Além do Goiás, caíram para a série B o Avaí, o Vasco e o Joinville.
Pela vitória, no próximo ano o time tricolor entra na primeira fase da Libertadores. E terá um elenco bem mudado. Além de Rogério Ceni, Luis Fabiano e Alexandre Pato (que ficou no banco de reservas neste domingo) certamente não continuarão em 2016. E o time ainda corre atrás de um treinador.
Tanto São Paulo como Goiás pecaram pela falta de objetividade, pelo desinteresse em agredir o adversário. Estavam preocupados sobretudo em não correr riscos. Ao São Paulo pelo menos o empate interessava, servia, uma vez que era quase impossível o Internacional tirar a desvantagem no saldo de gols. Mas, mesmo considerando-se a limitação da equipe, era difícil entender a falta de ambição dos jogadores do Goiás.
No time paulista, a rigor, apenas Thiago Mendes, pelo meio, tentava jogadas mais agudas. A consequência é que até os 39 minutos o jogo teve apenas uma conclusão a gol – Michel Bastos, fraco, de fora da área. Então, Thiago Mendes tabelou com Alan Kardec, mas Renan se antecipou e evitou o gol. E o Goiás não fez rigorosamente nada.
O segundo tempo não foi muito diferente do primeiro. O São Paulo continuou apostando no empate – o técnico interino Milton Cruz admitiu isso na volta do intervalo – e se preocupou em deixar o tempo passar. Não atacou com entusiasmo, mas também não permitiu quase nada ao Goiás.
Milton Cruz só tentou alguma coisa ao ver que havia o risco de o time tomar um gol, o que poderia lhe tiraria a vaga, pois o Internacional vencia o Cruzeiro (terminou 2 a 0). E um jogador que ele colocou em campo, Rogério, que aos 47 minutos acertou um belo chute cruzado, no ângulo, para dar ao São Paulo uma vitória que o time não merecia. E que nem fez muita questão de conseguir.
FICHA TÉCNICA
(Com Agência Estado)