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Faturamento do setor atingiu R$ 110 bilhões em Goiás (Foto: reprodução)

Goiás tem o 4º maior faturamento da indústria de alimentos no País

Levantamento da Abia mostra força do setor no Estado

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23.03.2026 - 12:13:31

A Redação

Goiânia – Goiás reforçou, em 2025, sua posição de destaque no cenário nacional da indústria de alimentos. Dados do balanço anual da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) apontam que o Estado alcançou faturamento de R$ 110 bilhões, ocupando a 4ª posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

O desempenho evidencia a vocação goiana para o setor, impulsionada pela força do agronegócio e pela integração entre campo e indústria. No Estado, 59,7% da produção agropecuária é absorvida pela indústria, reforçando o papel da atividade na agregação de valor à produção rural.

Além do faturamento expressivo, a indústria de alimentos em Goiás reúne aproximadamente 2 mil empresas, com 110 mil empregos diretos e outros 442 mil indiretos, consolidando-se como um dos principais motores de geração de renda e trabalho no Estado.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, os números confirmam a relevância do segmento e indicam espaço para expansão. “A indústria de alimentos em Goiás mostra a força de um Estado que sabe transformar sua vocação agropecuária em valor agregado, emprego e desenvolvimento. Entretanto, entendemos que ainda há espaço para avançar na industrialização e ampliar mais o valor gerado dentro do próprio Estado, principalmente quando observamos que 59,7% da produção agropecuária é atualmente absorvida pela indústria.”

O presidente executivo da Abia, João Dornellas, contextualiza o desempenho de Goiás dentro do cenário nacional. “Goiás possui uma cadeia de alimentos altamente conectada ao agronegócio, capaz de transformar a produção do campo em alimentos industrializados com maior valor agregado. Essa integração fortalece a economia regional, amplia a geração de empregos e contribui para a competitividade do Brasil no mercado global de alimentos.”

Presença de Goiás no cenário regional e nacional

No recorte regional, Goiás lidera com folga a indústria de alimentos no Centro-Oeste, respondendo por parcela relevante do faturamento e do emprego industrial. O Estado também se destaca na balança comercial, com US$ 4,6 bilhões em exportações, demonstrando competitividade internacional.

Esse desempenho está diretamente ligado à base agropecuária diversificada, que garante oferta de matérias-primas e sustenta a expansão da indústria. A cadeia produtiva envolve desde a produção rural até logística, embalagens e distribuição, ampliando os efeitos positivos na economia.

O presidente da Câmara Setorial de Alimentos e Bebidas (Casa) da Fieg, Marcelo Martins, avalia que Goiás se firma como um dos principais polos da indústria de alimentos no País. “Combinamos escala produtiva, integração com o agronegócio e capacidade de gerar emprego e renda. Esses fatores sustentam a relevância do setor no desenvolvimento econômico regional e nacional.”

Segundo esse levantamento, realizado em 2023 pela Fieg com apoio do Sebrae e da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiás movimenta mais de R$ 850 bilhões considerando importações, exportações e consumo interno nas cadeias analisadas, evidenciando a dimensão econômica do setor e sua capilaridade.

Setor cresce no Brasil e amplia impacto econômico

Em nível nacional, a indústria de alimentos manteve trajetória de crescimento em 2025. O setor faturou R$ 1,388 trilhão, alta de 8,02%, e respondeu por cerca de 10,8% do PIB brasileiro.

A atividade também liderou a geração de empregos na indústria de transformação, com 51 mil novas vagas formais, além de alcançar 2,12 milhões de empregos diretos e mais de 10 milhões de postos em toda a cadeia produtiva.

No comércio exterior, as exportações somaram US$ 66,7 bilhões, com presença em mais de 190 países, consolidando o Brasil como o maior exportador mundial de alimentos industrializados em volume.

Mesmo diante do aumento de custos, o setor conseguiu limitar o repasse de preços, contribuindo para manter a inflação dos alimentos abaixo da inflação geral, fator relevante para o orçamento das famílias brasileiras.

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por José Abrão

*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG

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