Rafaela Bernardes
Goiânia –
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) escolheu o mês de novembro para realizar a campanha 'Mês Nacional do Júri'. O objetivo é agilizar o julgamento de réus que aguardam para ir à júri popular. A primeira semana da campanha será dedicada ao julgamento de réus acusados de matar mulheres em crimes passionais, os classificados como feminicídio.
O juiz do 1º Tribunal do Júri de Goiânia, Jesseir Coelho de Alcântara, explica que os casos de violência doméstica preocupam a Justiça. "Só na primeira quinzena de outubro foram registrados cinco casos de feminicídio no Estado. E a população cobra uma resposta da justiça nesses casos, por isso o foco no julgamento destes réus", explicou.
Jesseir explicou, ainda, que há diferença entre assassinato de mulheres e feminicídio. Segundo ele, no segundo caso há relação afetiva entre a vítima e o autor do crime. "Os assassinatos cometidos pelo Tiago Henrique (serial killer), por exemplo, não são feminicídios. No caso do Tiago, ele escolhia as vítimas aleatoriamente".
O 'Mês Nacional do Júri' é realizado em todo o país. A campanha existe desde 2014, mas somente a partir deste ano passou a ser comemorada no mês de novembro. Em 2014 e 2015 a iniciativa era de apenas uma semana voltada aos julgamentos populares.