A Redação
Goiânia – Divulgado nesta terça-feira (11/11), o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2014 mostra que Goiás conseguiu estabilizar as taxas de homicídios no ano passado em relação a 2012. De acordo com o levantamento, Goiás registrou uma taxa de 39,9 homicídios por 100 mil habitantes em 2013. Em 2012, a taxa foi de 39,4.
Segundo o levantamento, 13 unidades da federação tiveram aumento nas taxas de homicídio no ano passado. Em Goiás, a variação foi de 1,2. Outros 11 Estados tiveram variação maior que a de Goiás. Entre eles, os destaques foram o Rio Grande do Norte, com crescimento de 93,2% na taxa de homicídios por 100 mil habitantes de 2012 para 2013, Roraima (elevação de 50,8% na taxa), Ceará (16,5%) e Rio de Janeiro (15,1%).
Foram contabilizados 2.426 homicídios dolosos em Goiás durante o ano de 2012. Em 2013, o número foi de 2.576. No Brasil, o número total foi de 50.241 homicídios em 2012 e de 50.806 no ano seguinte.
Ainda de acordo com o Anuário, Goiás está no conjunto de Estados inseridos no Grupo 1 do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e Sobre Drogas (Sinesp), criado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para padronizar e qualificar a coleta de dados do setor no Brasil. O Grupo 1 inclui Estados com dados considerados de alta qualidade. No Grupo 2, estão as Unidades da Federação com menor acuidade nas informações.
De acordo com o secretário da Segurança Pública de Goiás, Joaquim Mesquita, “essa avaliação comprova o compromisso da pasta com a agilidade, qualidade e transparência das informações sobre criminalidade no Estado”.
Sistema penitenciário
Além das taxas de criminalidade, o Anuário da Segurança Pública também estudou as estatísticas do sistema penitenciário brasileiro. O estudo mostra que o Brasil tinha 537 mil presos e 317 mil vagas. Isso significa uma proporção de 1,7 preso por vaga.
Em Goiás, com uma população carcerária de 12 mil, a proporção em 2013 era de 1,6 preso por vaga, a 14ª do Brasil. Essa proporção será ainda menor em Goiás, segundo a secretaria de Segurança Pública, com a conclusão da construção de quatro presídios, que vão criar mais 1.200 vagas no sistema.
Na questão da produtividade das polícias do Estado, observa-se uma melhora em dois indicadores: o aumento de ocorrências de tráfico de drogas e apreensão de armas ilegais em 2013. No primeiro caso, o aumento foi de 2,7 mil ocorrências para 3,1 mil. Já no caso de armas apreendidas, o número subiu de 1,4 mil para 1,6 mil de 2012 para 2013.
Investimentos
O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública demonstra que Goiás se destaca em termos de investimentos no setor. Enquanto a União investiu R$ 41,14 por habitante em Segurança Pública durante o ano de 2013, de acordo com dados coletados na Secretaria do Tesouro Nacional, o governo de Goiás investiu R$ 236,54 (ou quase seis vezes mais, proporcionalmente).
Em relação ao total de despesas realizadas, a União investiu 0,4% em Segurança Pública, enquanto Goiás arcou com 8,6% no ano passado, de acordo com o Anuário.
Em relação à remuneração dos profissionais de Segurança, Goiás também aparece entre os Estados que mais investem. De acordo com o Anuário, o salário inicial de um policial militar goiano era o quarto melhor do Brasil em 2013.
Em relação aos policiais civis, a posição no ranking nacional oscilava da 6ª à 8ª posição. Tais colocações, portanto, ainda não refletiam os reajustes concedidos em 2014 e que colocarão os policiais goianos no topo do ranking dos mais bem pagos do Brasil.