A Redação
Goiânia – O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em Goiás somou mais de R$ 72,5 bilhões, em 2020. Isso significa um crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior e se torna recorde entre os registros da série histórica. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (14/1), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A cifra coloca Goiás entre os seis maiores estados, em relação ao VBP, com uma participação de 8,3% do total nacional, que foi de R$ 871,3 bilhões.
As lavouras goianas tiveram faturamento de mais de R$ 48,8 bilhões, o que representa aumento de 23,8% em relação a 2019. Já em relação à pecuária, o acréscimo foi de 9,3% em relação ao ano anterior, totalizando VBP de mais de R$ 23,7 bilhões.
Na agricultura, os maiores crescimentos registrados, em relação a 2019, foram nos valores da produção de arroz, soja e milho. O arroz cresceu 57,3% e alcançou VBP de R$ 164,2 milhões (8º lugar no ranking nacional). Já a soja, que teve o segundo maior crescimento (54,8%), foi a produção de maior valor, com o consolidado de R$ 24,6 bilhões; e o milho, que também teve crescimento expressivo, chegou ao faturamento de R$ 10,4 bilhões (aumento de 39,5%). Os VBPs da soja e do milho goianos posicionam o Estado em terceiro lugar nacional.
O tomate foi destaque pela representatividade em relação ao ranking nacional. O fruto mantém o Estado como o maior VBP da produção nacional, em primeiro lugar no ranking, com faturamento de R$ 2,7 bilhões.
Já em relação à pecuária, houve crescimento no faturamento da produção de bovinos e suínos. O VBP dos bovinos foi de R$ 11,7 bilhões e o dos suínos de R$ 1,1 bilhão. O faturamento do leite também é destaque, com crescimento de 11,4% e total de R$ 4,9 bilhões.
Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, apesar de 2020 ter sido um ano de desafios, o agro conseguiu movimentar a economia no Estado. "Se por um lado nossos produtores conseguiram manter abastecidos os mercados internos, também foi possível gerarem renda e movimentar a economia nacional, graças às vendas no mercado interno e às exportações que foram favoráveis ao setor durante o ano", avalia. "Para 2021, queremos avançar ainda mais e levar Goiás a patamares mais altos"