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Goianos contam como foi 1º fim de semana do festival

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26.09.2011 - 12:48:56


Raisa Ramos

Só se falou em Rock in Rio neste último fim de semana e se engana quem pensa que já acabou o bafafá. Ainda há pela frente mais 4 dias de festa, marcados para as próximas quinta, sexta, sábado e domingo. Muitos músicos já passaram pelos dois palcos do festival, mas faltam grandes nomes, como Jamiroquai, Shakira, Coldplay, System of a Down, Stevie Wonder e outros vários. Mas vamos, neste momento, nos atentar para as atrações que fizeram a cidade maravilhosa pular nos últimos três dias. Os goianos apaixonados por rock não perderam tempo aqui no cerrado e zarparam para a capital carioca. Houve pontos positivos e pontos negativos, como qualquer evento grandioso como este. Algumas pessoas já voltaram e outras continuam no Rio, aguardando ansiosamente a continuação da programação.

Metallica mania
"Não voltei para Goiânia ainda, estou aqui", contou por telefone o gerente de marketing do restaurante Cateretê, Emerson Pereira Tokarski. Ele foi no sábado e no domingo, para ver, respectivamente, Red Hot Chili Peppers e Metallica. "Comprei meus ingressos em dezembro do ano passado. Os shows foram muito mais do que eu esperava. O Metallica tocou por duas horas seguidas. Geralmente, em festivais com várias atrações, as bandas tocam por pouco tempo, mas o Metallica não", relatou com voz cansada de quem tinha gritado a noite inteira ao som de heavy metal. Emerson fica na cidade até a próxima segunda-feira e só não vai para o evento na quinta-feira, dia acrescentado de última hora à programação.
 
Quem também tinha o mesmo tom de voz desgastado era Tiago Zancopé. Assim como Emerson, a atração mais esperada pelo historiador era a estadunidense Metallica. "Foi indescritível, perfeito", fala com a adrenalina que ainda não saiu do sangue. "O Slipknot também foi muito bom. O que eu não gostei muito foi o do Sepultura. Eu esperava muito mais deles. Já vi show da banda antes, mas esse deixou a desejar", completa, afirmando que ficou chateado porque músicas clássicas do grupo não foram colocadas na setlist da apresentação. Para Tiago, Motörhead também foi fraco pelo mesmo motivo do Sepultura.
 
Uma das bandas que mais surpreenderam o público nesta primeira parte do festival foi a americana Coheed and Cambria, que não tem muitos fãs brasileiros, mas, mesmo assim, conseguiu levantar a plateia. Com seu cabelo black power, o vocalista Claudio Sanchez conquistou a multidão com músicas sobre filmes de ficção científica, como Star Wars. "A banda é excelente. Fiquei surpreso com a virtuosidade dos caras", contou Tiago.
 
O domingo, focado no heavy metal, parece ter sido o mais bem-sucedido, atraindo muitas pessoas para os gramados da Cidade do Rock. Vitor Santana, estudante de jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG), viajou mais de mil quilômetros só para ver, adivinhem, Metallica. "Para mim foi o melhor show, o que eu mais curti. Agora, o show do Slipknot foi muito bom também, mesmo eu não gostando da banda. Os caras são muito performáticos, a apresentação é muito visual e agitada", conta.
 
Indo contra a onda da maioria, o servidor público federal Bruno Calaça foi com os amigos assistir Katy Perry e Rihanna. Como já estava lá e não tinha nada melhor para fazer, foi também no sábado, mas o que o agradou mesmo foi o primeiro dia. "Amei a Katy [Perry]. Para mim, superou muito o que eu esperava. Rihanna me decepcionou um pouco, tanto pela demora quanto pela produção". A cantora demorou mais de 1h30 para entrar no palco e foi vaiada. O show, que deveria ter terminado às 2h15 da madrugada, só foi começar às 2h30. Boatos de bastidores contam que ela perdeu o tempo no camarim da amiga Katy, onde estavam festejando e bebendo juntas. "Além da demora, a Rihanna não interage com o público nem tem uma boa presença de palco. A Katy é mais simpática", acrescenta Bruno.
 
Problemas
Os gostos musicais podem ser diferentes, mas, com relação às dificuldades do evento, a opinião é unânime: é muito difícil conseguir comprar comida e água. Todos reclamaram das filas enormes e da falta de respeito das pessoas, que furam filas e passam na frente de quem está esperando a mais tempo. " Realmente tinham vários lugares para se comer, localizados em vários pontos espalhados pela Cidade do Rock. Mas onde você ia, pegava filas enormes e demoradas para conseguir comer. Eu mesmo não comi no evento", conta Vitor. Os preços altos também desagradaram. Um copo de água chega a custar R$ 5, enquanto um copo de chopp saía por R$ 7. O que salvou foi a possibilidade de se levar bebidas e comidas na mochila, que não eram barrados na entrada.
 
Tiago também não conseguiu comer no festival: "Se locomover lá estava insuportável. Não consegui chegar na Rock Street, as filas estavam enormes". Outra reclamação foi com relação ao transporte até o local. Bruno comprou o Rio Card, o passe que dava direito a ônibus especiais que ligavam bairros do Rio de Janeiro à Cidade do Rock em horários pré-determinados. "Passei muito estresse. Eu deveria sair de Ipanema às 18h. Quando cheguei no ponto, tinha gente das 15h ainda esperando o ônibus. Consegui embarcar só às 20h e cheguei atrasado para o show da Katy Perry, que já tinha começado. Foi canseira", desabafa.
 
Táxi também foi difícil de conseguir. Tiago foi de ônibus até o Terminal da Alvorada, na Barra da Tijuca, e de lá, tentou pegar um carro, mas só foi ter sucesso quase duas horas depois. "Foi muita confusão, muito estresse. Tem que ter paciência para esperar", relata, preparando-se para voltar para Goiânia. Tais relatos de experiências são bons para precaver as pessoas que estão fazendo as malas para curtir os shows do próximo fim de semana. Como se vê, infelizmente nem tudo é festa na Cidade do Rock. Tomar cuidado com os pertences também é muito importante, já que muitos furtos foram denunciados nos três dias do evento. Mas é só ter atenção e paciência que tudo dá certo. Afinal, há dez anos que o País inteiro espera pela volta do seu maior evento de música.

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por Redacao Jornal

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