Larissa Lessa
Fotos: Fábio Lima
Cerca de 2,2 mil pessoas voltaram às ruas em Goiânia nesta quarta-feira (15/11), Dia da Proclamação da República, para defender o fim do voto secreto no Congresso Nacional e a Lei da Ficha Limpa no Brasil. A estimativa é da Agência Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (AMT). A segunda edição da Marcha contra a Corrupção partiu da Praça Cívica, no Centro, para a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.
Com vassouras, faixas e até uma pizza, os manifestantes, procuraram conscientizar a população da importância da luta contra a corrupção. O movimento, apartidário e pacífico, surgiu nas redes sociais e foi organizado em Goiânia por 21 amigos que se conheceram pela internet.
O protesto acontece simultaneamente em 35 cidades de 15 estados brasileiros e, em Goiânia, teve o apoio dos organizadores da marcha em Brasília, que idealizaram o movimento. “Essa integração é válida e fortalece o movimento”, lembra o analista de sistemas Giderclay Zeballos, que veio de Brasília para participar da passeata.
Giderclay e os amigos trouxeram de Brasília algumas das vassouras que foram fincadas em setembro no gramado da Esplanada dos Ministérios em Brasília. Os organizadores aproveitaram a manifestação para colher assinaturas para a criação de uma comissão permanente. “O objetivo é atuar efetivamente no acompanhamento do Poder Legislativo”, explica um dos organizadores, o empresário Wagner Nery.
No Dia da Independência (7/9), os manifestantes também foram às ruas para lutar contra a corrupção. Cerca de 1,2 mil seguiram da Praça Universitária para a Praça Cívica com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o combate à corrupção. Segundo Wagner Nery, a próxima marcha deve partir da Assembleia Legislativa. “Ainda não definimos a data, mas a ideia é passar por todos os marcos políticos na cidade”, lembra.
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