A Redação
Goiânia –
O Mercure Hotel em Goiânia recebe entre os dias 8 e 9 de junho o 4º Congresso de Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), com a participação de um dos mais conceituados pesquisadores da área, o professor Kang Zhang, dos EUA. O profissional vai falar sobre o uso da inteligência artificial aliada ao diagnóstico de doenças.
O Congresso também abordará questões como o tratamento da catarata, glaucoma, córnea, cirurgia refrativa e plástica ocular. O principal objetivo é proporcionar atualizações aos médicos de Goiás, discutindo assuntos que integram a oftalmologia.
A inteligência artificial com a finalidade de diagnosticar patologias oftalmológicas tem uma de suas funcionalidades baseada na análise de imagens. “Exemplificando é como se o algoritmo decorasse milhares de imagens e aprendesse, após comparação dentro do banco de dados armazenado, a identificar anormalidades presentes em exames”, explica Zhang. O especialista ainda acrescenta que “nesse processo não há interferência humana. Isso possibilita que o programa diferencie resultados e, baseado neles, descubra qual é a doença do paciente analisado. A taxa de acertos do algoritmo em alguns testes foi superior ao de oftalmologistas considerados experts em retina”.
Para o presidente do 4º Congresso de Oftalmologia da UFG, José Beniz Neto, a oftalmologia goiana está um passo à frente no quesito inteligência artificial. “Pela primeira vez temos um evento no Brasil que destaca o assunto. Certamente os maiores beneficiados serão os pacientes de Goiás porque os oftalmologistas daqui estarão qualificados e atualizados com a nova técnica” ressalta.
Especialistas apontam que a logística de exames e consultas seria facilitada com o uso da inteligência artificial. “Com a ajuda tecnológica o paciente não precisaria passar por várias consultas antes de obter o resultado final. Isso diminuiria muito os custos. Além disso, haveria redução de tratamentos desnecessários ocasionados por exames mal esclarecidos”, explica Zhang.
Para o pesquisador Daniel Lucena, a inteligência artificial em breve fará parte do cotidiano das pessoas. “Em vários pontos já é uma realidade. O assunto é alvo de pesquisas e projetos em diferentes segmentos, incluindo áreas antes não pensadas, como direito e jornalismo. Na medicina, não será diferente. Pra nós que estudamos o processo de inteligência artifical, é nítido que uma revolução na medicina está em curso”.
Como marco das pesquisas utilizando a inteligência artificial na medicina, será lançada durante o 4º Congresso de Oftalmologia da UFG a Sociedade Brasileira de Inteligência Artificial em Oftalmologia (SBIAO). Marcos Ávila, professor, chefe do serviço de oftalmologia da UFG e idealizador do projeto, explica que este ato coloca Goiânia em posição de destaque. “Desde agora já temos aqui na capital especialistas trabalhando no primeiro projeto do Brasil de inteligência artificial voltado para a oftalmologia. Muito em breve essa tecnologia estará disponível em hospitais oftalmológicos do Centro-Oeste e posteriormente no restante do país. É por isso que vamos lançar durante o Congresso da UFG as bases de uma entidade específica para o assunto”, revela.
Kang Zhang
Kang Zhang é professor de oftalmologia, chefe da genética oftálmica, diretor fundador do Centro de Medicina Genômica, diretor do Centro de Biomateriais e Engenharia Tecidual da Universidade da Califórnia, Estados Unidos. É também cientista chefe do Centro de Medicina de Precisão da Universidade de Sichuan, na China. Teve seu nome incluído, por vários anos, no power list como um dos cem oftalmologistas mais influentes do mundo.
SERVIÇO
4º Congresso de Oftalmologia da UFG
Data: 08 e 09 de junho de 2018
Local: Mercure Hotel Goiânia – Av. República do Líbano, nº 1613, Setor Oeste, Goiânia-GO
Informações e inscrições: (62) 3928-1416