A Redação
Goiânia – Foi deflagrada nesta quarta-feira (4/11) a terceira fase da Operação Compadrio, que apura a prática de crimes contra a administração pública, realizada por uma organização criminosa instalada em órgãos públicos do Estado de Goiás.
Em entrevista coletiva na tarde de hoje, promotores informaram que no desenrolar das investigações feitas nas fases anteriores, foi possível apurar a ocorrência de fraudes ligadas à contratação e execução de contratos firmados pela Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop).
Há indícios de fraudes na contratação para a prestação de serviços de manutenção de rodovias, na qual, apesar de uma empresa sair vencedora da licitação, esta fazia uma subcontratação para a prestação do serviço, que era realizado por uma empresa ligada a servidores efetivos do órgão. Foi o que informaram os promotores à imprensa.
Nesta fase, foram cumpridos, segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), um mandado de busca e apreensão e o mandado de prisão temporária de um diretor da Agetop. Foram apreendidos documentos, computadores e pen drives durante as ações. Todo material será analisado.
Denúncias
Conforme foi divulgado hoje, os promotores de Justiça do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-GO ofereceram a segunda denúncia relacionada a apurações feitas no âmbito da Operação Compadrio. Um ex-diretor de obras rodoviárias da Agetop e dois empresários foram os denunciados nesta nova fase da operação.
Iniciaida em agosto, a Compadrio investigou também práticas criminosas como o favorecimento em licitações públicas, lavagem de dinheiro e a retirada fraudulenta de restrições bancárias, cartorárias e no cadastro de proteção ao crédito, todos eles contando com a colaboração e participação de funcionários públicos.