São Paulo – O Barcelona anunciou a contratação da atacante brasileira Kerolin junto ao Manchester City por 1,2 milhão de euros, valor que a torna a transferência mais cara envolvendo uma jogadora do país. O acordo supera o recorde anterior, estabelecido em outubro de 2025, quando o Boston Legacy pagou US$ 1,1 milhão ao Palmeiras pela atacante Amanda Gutierres.
Revelada em Valinhos e formada em clubes como Ponte Preta, Corinthians e Palmeiras antes de ganhar projeção internacional, Kerolin também foi a primeira brasileira a conquistar o Campeonato Inglês Feminino, título levantado pelo Manchester City na última temporada. A trajetória, marcada por uma lesão grave no joelho ainda no início da carreira, é hoje apontada como um marco do interesse crescente que o futebol feminino desperta dentro do maior mercado esportivo do país: o futebol.
Esse mercado já concentra a maior fatia de atenção entre torcedores de qualquer esporte no Brasil. Segundo levantamento da KTO, o futebol respondeu por 85,10% de cada aposta em jogo de futebol registrada entre os usuários da casa em 2025, à frente de modalidades como basquete e tênis. É dentro desse público majoritariamente voltado ao futebol que o crescimento do futebol feminino vem ganhando tração nos últimos anos.
Esse interesse já aparece em números divulgados por competições internacionais. Na Copa do Mundo Feminina de 2023, o confronto entre Brasil e França reuniu 2,2 milhões de usuários em plataformas digitais, quase o dobro da média de audiência por partida do Brasileirão Série A. A Fifa anunciou um investimento recorde de US 800 milhões na Copa do Mundo Feminina de 2027, que o Brasil sediará, com a final marcada para o Maracanã, no Rio de Janeiro.
O crescimento vem acompanhado da chegada de marcas de setores variados ao patrocínio do futebol feminino nacional, com destaque para automotivo, tecnologia e alimentação, áreas que ampliam a diversificação de investidores observada nas últimas temporadas.
A transferência de Kerolin, somada à expansão de patrocínios e ao investimento bilionário da Fifa, projeta o futebol feminino brasileiro para um novo patamar antes mesmo da estreia da Seleção em casa, em junho de 2027.
