A Redação
Goiânia – A partir da próxima quinta-feira (16/3), até o dia 25 de março, Goiânia receberá a terceira edição do Fronteira – Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental (FFF) e a primeira edição da Bienal Internacional do Cinema Sonoro (BIS). Nestes dez dias, as atividades e mostras acontecem nas duas salas do Cine Ritz (Rua 8, Centro), no Cine Cultura (Centro Cultural Marieta Telles Machado) e no Centro Cultural da UFG (Praça Universitária).
Confira a programação completa do Fronteira aqui.
O Fronteira tem como propósito a difusão e a reflexão do cinema documental, experimental e de todo aquele que desafia os limites da linguagem. De acordo com Marcela Borela, que faz parte da direção do festival, a escolha por esses gêneros passa por uma decisão política, para além da questão estética. “A escolha do documentário valoriza o risco do real. E o experimental coloca a questão da percepção adiante de qualquer tipo de representação. São cinemas necessariamente questionadores de visões pré-fabricadas de mundo. Colocam novas maneiras de ver, pensar e sentir a realidade. Eles também tendem a expor conflitos, idiossincrasias e contradições da experiência humana”, explica.
Em 2017 serão 25 sessões do FFF e 25 sessões do BIS, totalizando 50 sessões de filmes e documentários. O Fronteira conta com as seguintes mostras:
1. Mostra Competitiva de Longas e a Mostra Competitiva de Curtas;
2. Mostra Retrospectiva Rita Azevedo Gomes;
3. Mostra Cineastas na Fronteira: Vincent Carelli e Virgínia Valadão;
4. Mostra Cadmo e o Dragão – Cineclube Antônio das Mortes 40 anos;
5. Mostra Auto-Ficções – Boris Lehman;
6. Mostra Land(e)scapes / Paisagens em fuga;
7. Mostra Abigail Child;
8. Mostra A Mecânica do Olho Político – Ken Jacobs;
9. Mostra Arqueologia da Paisagem – George Clark;
10. Lançamento Box Aloísio Raulino;
11. Exibições Especiais, com os filmes Beduíno, de Júlio Bressane (Brasil, 2016, 75’) e Guerra do Paraguay, de Luis Rosemberg Filho (Brasil, 2016, 75’).
A curadoria das mostras fica a cargo de Marcela Borela, Henrique Borela e Rafael Parrode. As sessões têm custos populares, e o Fronteira, junto com a BIS, organiza venda de pacotes para reduzir ainda mais esse valor de ingressos. O pacote custa R$ 50, com direito à entrada em todas as sessões. Além disto, o Fronteira oferece gratuitamente a Residência Estado Crítico, que esse ano abrirá 10 vagas, destinadas exclusivamente a mulheres.
A residência será coordenada por Dalila Camargo Martins, mestre em Meios e Processos Audiovisuais na área de História e Teoria e Crítica (ECA/USP) e crítica de cinema da Revista Cinética, e também por Janaína Oliveira, doutora em História pela PUC/RJ e pesquisadora ligada ao Ficine – Fórum de Cinema Negro. Além disto, no domingo, 19/3, acontece uma Masterclass com Boris Lehman, também gratuita.
O Fronteira é realizado pela produtora Barroca e conta com recursos do Fundo Estadual de Cultura de Goiás, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Goiás (Lei Goyazes) e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Já o BIS é uma realização da F64 Filmes, com apoio do Fundo Estadual de Cultura de Goiás e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.