A Redação
Goiânia –
Servidores federais do Brasil inteiro vão se reunir em Brasília nesta quarta-feira (22/11). O objetivo é visitar o Congresso Nacional e pedir o apoio de todos os deputados e senadores da República contra as propostas do governo federal. A Frente dos Servidores Federais de Goiás (FSF-GO) estará presente na ação.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais em Goiás (SinPRF-GO) e um dos representantes da FSF-GO, Paulo Afonso da Silva, ressalta a insatisfação dos servidores federais com as ações e decisões do governo Temer.
"Queremos demonstrar para os parlamentares nossa insatisfação e descontentamento com o governo. Queremos mostrar para eles os impactos negativos que medidas como a reforma da previdência vão causar na sociedade".
Para o representante dos servidores público federais do Estado, as medidas adotadas pela atual administração do País não levam em consideração o bem estar social do brasileiro. "Nosso movimento será pacífico porém contundente. Seremos enfáticos ao mostrar as consequências graves que algumas propostas trarão para o brasileiro. O governo precisa ouvir a opinião pública antes de definir políticas públicas", disse.
Na última sexta-feira (17/11), a Frente dos Servidores Federais de Goiás (FSF-GO) realizou uma ação de panfletagem no Posto da Polícia Federal (PRF), no Km 525 da BR-153, em Hidrolândia. A ação reuniu servidores que abordaram motoristas que passavam pela rodovia, com a distribuição de panfletos e banners explicativos.
(Foto: Divulgação)
"Vamos agora buscar apoio com os parlamentares para os servidores públicos. Não podemos assistir calados ao desmonte do serviço público. Para isso, apostamos na conscientização da população e no apoio dos nossos representantes no Congresso", explicou Paulo Afonso Silva.
Frente dos Servidores Federais de Goiás
Representando pelo menos dez categorias, servidores federais de Goiás se uniram para formar a Frente dos Servidores Federais (FSF-GO), com o objetivo de reivindicar por melhorias na carreira e protestar contra práticas e decisões do governo federal. A ideia, segundo o grupo, é alertar para os riscos e prejuízos que os cidadãos brasileiros poderão enfrentar com as reformas e cortes.
A FSF luta para esclarecer pontos divulgados pelo governo federal como verdade absoluta. Um desses tópicos é a questão da previdência. Os servidores alertam que, além da contribuição previdenciária paga pelo empregado e pelas empresas, há várias fontes de receita para a previdência social, como Cofins (sobre todos produtos e serviços), PIS, Pasep, CSLL-contribuição social sobre lucro líquido das empresas, percentual sobre a arrecadação das loterias, etc.
“Na falsa conta do governo só é contabilizada a contribuição previdenciária paga pelos trabalhadores e empresas. Eles não falam que retiram da previdência 30% de toda a arrecadação por meio da DRU- Desvinculação das Receitas da União. Para completar, todos os anos há um rombo centenas de bilhões de reais pela sonegação, Refis e incentivos fiscais”, concluiu o presidente do SinPRF-GO.