A Redação
Goiânia – Analistas e reportagens publicadas nos últimos dias sobre os desdobramentos da corrida pelo comando do PSDB destacaram que o governador Marconi Perillo conquistou protagonismo nacional com a candidatura para a presidência do partido. Entre os destaques está reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (30/11), que mostra Marconi em ascensão no cenário político brasileiro.
A Folha de S. Paulo destaca que além do apoio do senador Aécio Neves, Marconi obteve respaldo de nomes grandes do partido, como o do prefeito de São Paulo, João Doria, do ex-ministro das Cidades, deputado federal Bruno Araújo, do senador José Aníbal, do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e do senador José Serra. Essas lideranças atuaram em prol da candidatura de Marconi, informa o texto.
Na corrida pela presidência do partido, Marconi esteve em Brasília (DF), Teresina (PI), Aracaju (Sergipe), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) (onde participou de convenção nacional do partido), e Curitiba (PR). O périplo pelos Estados ampliou o espaço de Marconi na legenda e assegurou maior visibilidade à sua candidatura.
“O mais importante não é o projeto pessoal e nem a vaidade; o mais importante é colaborar com esse momento vivido pelo Brasil”, afirmou Marconi, quando abdicou da candidatura.
A análise de uma ala forte do PSDB, repercutida pela imprensa, é de que Marconi ganhou mais legitimidade no partido para a disputa nacional em 2018, uma vez que ratificou sua boa articulação, ampliou espaço e colocou a legenda à frente de interesses pessoais.
“Eu tenho orgulho de ser tucano e sempre tive coragem para enfrentar o PT em Goiás e no Brasil. Eu tive a coragem de denunciar em 2003 a existência do mensalão. E, por isso, fui perseguido durante todos os 13 anos dos governos do PT. Eu tive a coragem em falar para a imprensa nacional que tinha mensalão", disse Marconi.
Ao abdicar da candidatura para trabalhar pela unidade do partido, Marconi enfatizou que o PSDB é reformista e está em sintonia com as demandas da população. Precisa, portanto, ser unido. “É para isso que estamos buscando a unidade interna, para que possamos pensar o País", disse.