Lucas Cássio
Goiânia – A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) vai disponibilizar, a partir de janeiro de 2021, um observatório aos vereadores de Goiânia. A notícia foi anunciada pelo presidente da entidade, Sandro Mabel, durante o Fórum Goiano de Entidades Empresariais na manhã desta sexta-feira (11/12).
O evento reuniu parte dos vereadores eleitos e reeleitos na capital. “A Federação, de uma maneira geral, tem muitos dados, muitas assessorias e consegue enxergar muitos programas que precisam ser feitos”, disse Mabel. “É um apoio as decisões que eles [vereadores] precisam tomar”, acrescentou o presidente da Fieg sobre a iniciativa.
Sandro Mabel (Foto: Letícia Coqueiro / A Redação)
Segundo Sandro Mabel, a iniciativa também será ampliada para outras cidades. “É uma parceria para que a gente possa pensar a cidade cada vez mais”, sublinhou. “Nós queremos dar subsídio. As federações são apartidárias. Levarmos ideias de projetos que melhoram a vida do cidadão”, destacou.
O Fórum Goiano de Entidades Empresariais é composto pela Fieg, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL), Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB/GO).
Presente ao evento, o presidente da Fecomércio-GO, Marcelo Baiocchi, ressaltou que o encontro com os parlamentares também teve objetivo de discutir o cenário econômico para o próximo ano e, ainda, apresentar as demandas do setor produtivo. “O que mais podemos demandar é um ambiente favorável aos negócios. Existe a necessidade de que possamos, em Goiânia, ampliar ou criar um ambiente onde o empresário possa trazer um investimento”, disse.
Marcelo Baiocchi (Foto: Letícia Coqueiro / A Redação)
Baiocchi alertou para a necessidade da atualização de algumas legislações do município. Ele citou os casos do código tributário e também da vigilância sanitária. “A maioria das indústrias acaba optando em se instalar na Região Metropolitana, como Senador Canedo, Aparecida e Trindade, porque aqui impossibilita a instalação de uma indústria não poluente”, exemplificou. “Goiânia, que já foi uma cidade que atraía todos os investimentos, deixou de ter essa atração e estamos vendo cidades ao lado, como Aparecida de Goiânia, captando todos os investimentos, principalmente na parte da indústria”, completou.
O vereador Anselmo Pereira (MDB), reeleito para o 10º mandato, concordou sobre as leis defasadas do município, o que, segundo ele, contribuiu para fazer com que Goiânia se transformasse em uma cidade dormitório. “Estamos dormindo em Goiânia e estamos trabalhando nas cidades circunvizinhas", alegou. “Uma cidade como Goiânia, que tem 87 anos, não tem uma Lei Ambiental. É impossível ter regras definidas para o setor produtivo nesta cidade quando não tem leis que iguala a todos e coloca a competitividade de forma unânime”, ressaltou. “A Reforma Tributária de Goiânia é um vexame, de 1975. Nunca foi reformada”, citou.
Anselmo Pereira (MDB) (Foto: Letícia Coqueiro / A Redação)
O vereador também agradeceu a disponibilidade do Fórum Goiano de Entidades Empresariais em ajudar na gestão da capital. “[Goiânia] precisa ser reinventada em algumas situações. Os autores do Fórum Empresarial sempre foram importantes para essa cumplicidade entre o setor produtivo e também as leis que regem o município, o estado e a nação”, afirmou.